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Postado por em 22/09 em Mulher

Racismo na saúde: da esterilização às mortes maternas

Racismo na saúde: da esterilização às mortes maternas

Por Vinícius Martins O termo racismo institucional foi definido pela primeira vez pelos integrantes dos Panteras Negras (EUA), Stokely Carmichael e Charles Hamilton em 1967, no livro Black Power: the politics of liberation in America. Segundo os autores, “trata-se da falha coletiva de uma organização em prover um serviço apropriado e profissional às pessoas por causa de sua cor, cultura ou origem étnica”. No Brasil a ideia é apresentada pela pesquisadora do campo da saúde e diretora executiva da Anistia Internacional, a médica Jurema Werneck. Para ela, o racismo institucional é “um modo de subordinar o direito e a democracia às necessidades do racismo, fazendo com que os primeiros inexistam ou existam de forma precária diante de barreiras interpostas na vivência dos grupos e indivíduos aprisionados pelos esquemas de subordinação deste último”. A história da população negra no Brasil conta com diversos exemplos de racismo institucional. Para além dos conflitos urbanos, as desigualdades econômicas e sociais geram violações em diversos campos. “O Estado brasileiro é racista. As instituições públicas e...

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Postado por em 14/09 em Empoderamento

Em entrevista à ONU Mulheres, líderes quilombolas falam sobre supressão de direitos e resistência

Em entrevista à ONU Mulheres, líderes quilombolas falam sobre supressão de direitos e resistência

  Como parte da estratégia “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030”, a ONU Mulheres entrevistou as líderes quilombolas Célia Cristina da Silva Pinto e Maria Rosalina dos Santos, , da Coordenação Nacional de Comunidades Quilombolas (CONAQ). Da ONU Segundo elas, as mulheres quilombolas estão cada vez mais expostas a variadas formas de violência, são mais afetadas por conflitos territoriais, empreendimentos desenvolvimentistas e pela supressão de direitos. No entanto, mesmo nesse cenário, essas comunidades resistem, afirmaram. Leia a entrevista. As mulheres quilombolas estão expostas a variadas formas de violência, são mais afetadas por conflitos territoriais, empreendimentos desenvolvimentistas e pela supressão de direitos, o que compromete significativamente seu desenvolvimento social e econômico. Mesmo nesse cenário adverso, essas comunidades resistem. Como parte da estratégia “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030”, a ONU Mulheres entrevistou as quilombolas Célia Cristina da Silva Pinto, da Coordenação Nacional de Comunidades Quilombolas (CONAQ), e Maria Rosalina dos Santos, também membro da CONAQ e coordenadora estadual das Comunidades Quilombolas do Piauí. Elas detalharam...

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Postado por em 01/09 em Ações

CARTA MANIFESTO DO 2° ENCONTRO NACIONAL DE NEGRAS JOVENS FEMINISTAS

CARTA MANIFESTO DO 2° ENCONTRO NACIONAL DE NEGRAS JOVENS FEMINISTAS

    Cientes de que “nossos passos vêm de longe”, damos continuidade ao legado deixado pela Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e Pelo Bem Viver (1), na luta contra o racismo, sexismo, lesbofobia, transfobia e todas as formas de discriminação. Somos jovens negras no caminho construído por nossas mais velhas, onde pisamos respeitosamente chamando outras de nós para essa luta incessante, de modo a colaborar nos futuros caminhos que também abriremos para as que estão chegando, as que irão chegar.  Se considerar negra jovem feminista é se identificar com o pensamento feminista negro na sua concepção e ativismo político. Queremos dialogar com as várias experiências de nos identificarmos como negras jovens feministas. Oportunidade para criar estratégias de ações conjuntas, comunicação e conhecimento, na criação de uma rede. Somos adolescentes, jovens, lésbicas, bissexuais, heterossexuais, transsexuais; moradoras das favelas em palafitas às quebradas periféricas de centros urbanos; somos mães; somos dos quilombos em áreas rurais, somos do campo, das florestas e das águas; somos pescadoras, artesãs, empreendedoras...

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Postado por em 24/07 em Empoderamento, Mulher

MOVIMENTOS DE MULHERES NEGRAS DA BAHIA ORGANIZA MARCHA NO DIA 25 DE JULHO

MOVIMENTOS DE MULHERES NEGRAS DA BAHIA ORGANIZA MARCHA NO DIA 25 DE JULHO

Denunciar a proporção e a invisibilização da violência contra as mulheres negras está entre as pautas centrais   O dia 25 de Julho é marcado internacionalmente como o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Aqui no Brasil, no mesmo dia, também é comemorada a memória da histórica líder quilombola Tereza de Benguela. Para reverenciar a força das ancestrais, e a luta cotidiana das mulheres negras, o movimento de mulheres negras da Bahia promove a “Marcha Pela Vida das Mulheres Negras 2017”, com concentração em frente ao Iguatemi, às 9h. A marcha irá destacar a necessidade de mais ações coletivas e de políticas públicas efetivas que visem o enfrentamento da violência recorrente e sistemática contra as mulheres negras. De acordo com o “Mapa da Violência 2015: Homicídios de Mulheres no Brasil”, realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FlACSO), o assassinato de mulheres negras aumentou 54% nos últimos dez anos, de 1.864 (2003) para 2.875 (2013). Em 2013, a taxa de mortes por assassinato de mulheres no Brasil, para...

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Postado por em 13/07 em Mulher

A ATIVISTA E FILÓSOFA ANGELA DAVIS VEM A SALVADOR PARA O JULHO DAS PRETAS

A ATIVISTA E FILÓSOFA ANGELA DAVIS VEM A SALVADOR PARA O JULHO DAS PRETAS

A feminista negra mundialmente conhecida faz conferência para falar das lutas das mulheres negras ao longo da história   Por Alane Reis Odara Instituto da Mulher Negra As atividades do Julho das Pretas 2017 tem lotado espaços da cidade com debates das mais diversas áreas de conhecimento sobre as mulheres negras, mas nada tem causado tanto frisson como a presença da ativista Angela Davis, em Salvador, no dia 25 de julho, às 18h, no auditório da Reitoria da UFBA, no bairro do Canela. Ícone das lutas feministas e negras no mundo, a filósofa, é uma das pioneiras a estabelecer a correlação entre o racismo, o sexismo e o capitalismo, o que atualmente é definido como interseccionalidade. Angela Davis falará para o público na conferência intitulada: “Atravessando o Tempo e Construindo o Futuro da Luta Contra o Racismo”. A atividade é organizada através da parceria entre o Coletivo Angela Davis (UFRB), o Odara Instituto da Mulher Negra, e o Núcleo de Estudos Interdisciplinar da Mulher (NEIM/UFBA). Entre as expectativas para...

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