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Postado por em 02/09 em Empoderamento

Carta da estudante Beatriz Sousa para as mulheres e jovens negras

Carta da estudante Beatriz Sousa para as mulheres e jovens negras

Por Beatriz Sousa Ao longo dos anos (e só tenho 15), cresci sem identidade, sem saber se era negra, morena, parda, mulata, fui até chamada de “café com leite” e eu aceitei cada um desses termos porque, no real, eu estava confusa demais para debater. A nossa raça é algo interessante, porque até quando dizemos que somos de tal raça, aparece alguém para dizer que somos de outra. Essa miscigenação brasileira é algo maravilhoso, embora tenha sido aos poucos criada a base de estupros, essa “raça meio termo” que para alguns é a chave para acabar com a desigualdade e racismo, pois “une as duas raças em uma só”, é também a causa de muitas insônias. O meu cabelo crespo me intitulava negra, já minha pele mais clara, em comparação a dos outros negros que eu conhecia, me intitulava “branca”, por tanto, eu era negra demais para ser branca e branca demais para ser negra, eu era morena, mas morena é raça? Quer dizer, não tinha na história uma...

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Postado por em 29/08 em Geral

Lanterna dos Afogados: Genocídio e Feminicídio negro

Lanterna dos Afogados: Genocídio e Feminicídio negro

Por Diosmar Filho[1] O diálogo integra o desafio de pensar a Encruzilhada ao Humanismo no Sul, não aceitando viver aBarbárie, porque sua essência é a manutenção da dimensão temporal do genocídio humano. E as recentes visitas no Recôncavo baiano contribuíram com o desafio. Começando pela visita ao Território Quilombola de São Francisco do Paraguaçu e Boqueirão[2] nas margens do Rio Paraguaçú, nas terras de Dona Maria das Dores e Altino da Cruz – sentir o prazer da luta pelo direito na terra e a transformação nos(as) sujeitos(as). Lá se vão dez anos que conheci, em Salvador, na recepção da CESE[3] Seu Altino, no encontro recebi o convite para lutar contra os grileiros das terras onde se firmou a ancestralidade dos povos africanos. Na resposta, um sim imediato! Aproveitando do momento em São Francisco, visitei o Território Quilombola de Salamina Putumuju[4], uma viagem de 35 minutos de barco – rio abaixo. Não demorei em Salamina, logo alertaram do tempo e da maré – já que sou verde para o balanço do mar. O tempo...

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Postado por em 29/08 em Mulher

Carta para Mulheres Negras: Qual futuro que queremos?

Carta para Mulheres Negras: Qual futuro que queremos?

Por Luciana Brito O feminismo negro surgiu para mim como resposta a um vazio, que era provocado por um não lugar. A sofisticação do debate das mulheres negras feministas foi a resposta que faltava para que eu entendesse que as minhas peculiaridades não envolviam, por exemplo, o direito ao mercado de trabalho. A experiência das mulheres negras nas Américas perpassa pela exploração dos nossos corpos em todos os níveis. Como bem mostrou Angela Davis em Mulher, Raça e Classe, as mulheres negras nas Américas, desde sempre foram trabalhadoras escravizadas ou libertas. Em relação às noções de trabalho apropriado “para uma mulher”, devido ao corpo feminino ser supostamente mais frágil, tais convenções de gênero não se aplicavam a nós. Mulheres negras trabalharam nas lavouras, no trabalho pesado das cidades, pouco importa se doentes, se grávidas ou se eram meninas. Como mulher negra, jovem e trabalhadora, o desemprego, ou o trabalho precário, era um problema. A nossa experiência no mundo do trabalho é marcado por condições desiguais de pagamento de salário,...

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Postado por em 23/08 em Mulher

Carta para as Mulheres Negras: NÃO É NÃO

Carta para as Mulheres Negras: NÃO É NÃO

Por Maria Laura Santos Atualmente no Brasil, muitas mulheres são violentadas seja doméstica ou sexualmente. Elas saem dessa história feridas, com vergonha e com sua integridade ‘’comprometida’’, porque na maior parte das vezes é ela quem leva a culpa. Já o seu agressor, muitas vezes, não é nem procurado pela polícia e sai impune da situação. Como em pleno século XXI acontece uma atrocidade dessas? Segundo os cientistas, com o passar dos anos a mente humana deveria evoluir, mas o que vemos é um caso sério de regressão. As práticas machistas podem ser encontradas nas músicas que fazem apologia à invasão do corpo das mulheres, nos advogados que fazem perguntas pessoais demais para a comprovação do crime, como se ela fosse mentir sobre isso. E em tantas outras coisas que passam despercebidas, porque se tornaram normais demais pra gente. A questão principal, é que não cabe somente às mulheres lutar por seus direitos. É preciso que a sociedade se desfaça de seus pensamentos machistas e passe a olhar para...

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Postado por em 04/08 em Ações

Textos de Carolina de Jesus inspiram oficina sobre saneamento, zika e racismo

Textos de Carolina de Jesus inspiram oficina sobre saneamento, zika e racismo

Atividade ocorreu na Escola Luísa Mahin, no bairro do Uruguai, em Salvador, através do projeto “Comunica Salvador” da Reprotai, no âmbito da iniciativa “Mais Direitos, Menos Zika”. Manhã de sábado, 30 de Julho e dia de formação no âmbito da iniciativa “Mais Direitos, Menos Zika”. O local? A Escola Comunitária Luísa Mahin. Espaço símbolo de resistência na Cidade Baixa de Salvador, que leva o nome da heroína africana envolvida em parte das revoltas de quilombolas e negros escravizados na Bahia no século XIX. Assim como a mãe do abolucionista Luiz Gama, as mulheres participantes da atividade são heroínas, pois mesmo sendo as mais prejudicadas pela epidemia, ainda conseguem se organizar e bolar estratégias de sobrevivência nesses tempos de zika. Selma Bonfim, liderança comunitária e integrante da Rede de Protagonistas em Ação de Itapagipe (Reprotai) fez uma fala de apresentação sobre o projeto “Comunica Salvador” e seus objetivos. “A mulher está sendo cobrada por conta do zika. A culpa é dela se pegou o vírus. A culpa é dela se...

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