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Postado por em 02/09 em Empoderamento

Carta da estudante Beatriz Sousa para as mulheres e jovens negras

Carta da estudante Beatriz Sousa para as mulheres e jovens negras

Por Beatriz Sousa Ao longo dos anos (e só tenho 15), cresci sem identidade, sem saber se era negra, morena, parda, mulata, fui até chamada de “café com leite” e eu aceitei cada um desses termos porque, no real, eu estava confusa demais para debater. A nossa raça é algo interessante, porque até quando dizemos que somos de tal raça, aparece alguém para dizer que somos de outra. Essa miscigenação brasileira é algo maravilhoso, embora tenha sido aos poucos criada a base de estupros, essa “raça meio termo” que para alguns é a chave para acabar com a desigualdade e racismo, pois “une as duas raças em uma só”, é também a causa de muitas insônias. O meu cabelo crespo me intitulava negra, já minha pele mais clara, em comparação a dos outros negros que eu conhecia, me intitulava “branca”, por tanto, eu era negra demais para ser branca e branca demais para ser negra, eu era morena, mas morena é raça? Quer dizer, não tinha na história uma...

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Postado por em 27/07 em Empoderamento

Racismo e suas formas são discutidas na 1ª oficina do projeto “Se tem mulher, tem luta: todas contra o zika”

Racismo e suas formas são discutidas na 1ª oficina do projeto “Se tem mulher, tem luta: todas contra o zika”

Na tarde de sábado, 23 de julho, treze mobilizadoras comunitárias participaram da 1a oficina do projeto “Se tem mulher, tem luta: todas contra o zika”, tendo como tema: o racismo. A atividade ocorreu na sede do Coletivo de Mulheres do Calafate, situado na comunidade do Calafate, em Salvador (BA), e faz parte de uma série de oficinas com foco no debate sobre as consequências da epidemia do zika vírus e outras arboviroses no Brasil, sobretudo para as pessoas em maior situação de vulnerabilidade socioeconômica e, especialmente, às mulheres negras. Participaram da 1ª oficina lideranças do próprio Calafate e de outras comunidades, sendo a maioria mães e com idades entre 35 e 50 anos. Neste primeiro momento as mulheres compartilharam suas experiências com o racismo e como o enfrentamento ao crime está diretamente conectado a epidemia de zika, dengue e chycungunya. Valdecir Nascimento, do Odara, foi responsável pela atividade e iniciou sua fala fazendo uma reflexão sobre racismo a partir da noção de raça e as diferenças entre fenotipo e...

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Postado por em 19/07 em Empoderamento

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA 4ª EDIÇÃO DO JULHO DAS PRETAS NA BAHIA

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA 4ª EDIÇÃO DO JULHO DAS PRETAS NA BAHIA

O Julho das Pretas é uma agenda conjunta e propositiva com organizações e movimento de mulheres negras da Bahia e da região Nordeste do país voltada para o fortalecimento das organizações das mulheres negras e de seu protagonismo. Criado, há quatro anos pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, o Julho das Pretas celebra o 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latino-americana e Caribenha com a realização de um conjunto de ações e atividades que marcam a luta política das mulheres negras. Confira programação completa da 4ª edição do Julho das Pretas  e participe das atividades: PROGRAMAÇÃO_ 4ª Edição do Julho das...

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Postado por em 27/06 em Ações, Empoderamento

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO SEMINÁRIO “MULHERES NEGRAS NO FOCO: MÍDIA, REPRESENTAÇÃO E MEMÓRIA”

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO SEMINÁRIO “MULHERES NEGRAS NO FOCO: MÍDIA, REPRESENTAÇÃO E MEMÓRIA”

Com o intuito de debater temas como representação, memória coletiva, e espaço político das mulheres negras, o Odara – Instituto da Mulher Negra realizará o “Seminário Mulheres Negras No Foco: Mídia, representação e Memória”, no Auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Barris), em Salvador, nos dias 7 e 8 de julho. Confira detalhes da programação abaixo. 1º DIA, QUINTA-FEIRA, 7 de JULHO 18h 2º DIA, SEXTA-FEIRA, 8 de JULHO 9h 2º DIA, SEXTA-FEIRA, 8 de JULHO 10h30 2º DIA, SEXTA-FEIRA, 8 de JULHO 14h 2º DIA, SEXTA-FEIRA, 8 de JULHO 15h30 2º DIA, SEXTA-FEIRA, 8 de JULHO...

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Postado por em 08/06 em Empoderamento

NUTRINDO LIBERDADES

NUTRINDO LIBERDADES

Por Amina Doherty I. No verão após o meu décimo segundo aniversário, minha família chegou à pequena ilha caribenha de Antígua. Lembro-me de como a grande aeronave da British Airways 747 percorreu seu caminho através das nuvens; pela pequena janela do avião, eu olhei para baixo, para o mar azul cristalino, para as montanhas verdes e as casas coloridas espalhadas ao longo da paisagem. Eu comecei a imaginar as pessoas que viviam ali, os sabores, os cheiros, os sons e o tipo de vida que eu levaria naquele lugar. ‘Olhe, mamãe!’ Eu sussurrei. “Olhe o mar! Ele é tão azul. Você está vendo? Você está vendo? ” “Nós voltaremos para a Nigéria? Isso parece tão diferente! É aqui que vamos viver agora? “Eu perguntava com a curiosidade de criança. Naquele exato momento, lembro-me de ter visto, nos olhos da minha mãe, um profundo distanciamento que eu nunca tinha visto antes (ou talvez nunca houvesse notado). Nos seus olhos, enxerguei uma estranha junção de tristeza, medo, excitação, ansiedade, coragem, amor, fogo,...

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Postado por em 05/05 em Empoderamento

CESE RECEBE IVONE GEBARA EM RODA DE DIÁLOGO SOBRE ESTADO LAICO E FEMINISMO

CESE RECEBE IVONE GEBARA EM RODA DE DIÁLOGO SOBRE ESTADO LAICO E FEMINISMO

Filósofa e teóloga feminista, doutora em Filosofia pela Universidade Católica de São Paulo e em Ciências Religiosas pela Universidade Católica de Louvain (Bélgica), Ivone Gebara é a convidada da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) para a Roda de Diálogo “Estado Laico: o Olhar Feminista de Ivone Gebara”. O evento será realizado na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, a partir das 18h do dia 19 de maio. Nascida em 1944, Gebara trabalhou junto com outros colegas e o bispo Dom Helder na implantação de métodos alternativos de educação teológica na linha da Teologia da Libertação. Lecionou durante 17 anos no Instituto de Teologia do Recife até sua dissolução (decretada em 1999). Ficou fora do Brasil durante os dois anos de silêncio forçado a que foi condenada e nesse período obteve seu segundo doutorado na Europa. Pertence à Congregação das Irmãs de Nossa Senhora – Cônegas de Santo Agostinho e viveu décadas no Nordeste, numa vida de “inserção” no meio popular. Desde então, a teóloga dedica seu tempo principalmente a...

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