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Postado por em 28/05 em Geral

Mais que um nome na placa, morte materna e o racismo institucional

Mais que um nome na placa, morte materna e o racismo institucional

Por Emanuelle Goes*   28 de maio é o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, momento em que se reflete sobre a situação da saúde reprodutiva das mulheres no mundo. O Brasil recentemente apresentou a sua melhora na diminuição da taxa de mortalidade materna e que mesmo não alcançando o Objetivo para o Desenvolvimento do Milênio que trata sobre a Saúde Materna, ODM 5, obtivemos avanços positivos, e isso é fato. No entanto são dados globais, que precisamos ficar atentas às especificidades e particularidades das mulheres que tem cor/raça/etnia, idade e lugar. Ao longo dos anos estão sendo apresentados estudos que nos apresentam as diferenças no acesso das mulheres por conta de sua raça/cor (mulheres negras, indígenas e brancas), idade (mulheres adolescentes e adultas) e de vários lugares (rural e urbano, norte e sul). E que apesar da redução das desigualdades, ainda há muito que se alcançar e o SUS que acreditamos precisa ser implementado na sua plenitude com equidade, e os...

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Postado por em 15/05 em Geral

NÃO SÃO SÓ UMAS BANANAS…

NÃO SÃO SÓ UMAS BANANAS…

Por Aline Cruz Esplêndida a atitude de comer a banana, prosseguir com o jogo e mostrar o quanto é talentoso em campo (palmas). Mas se isso não é acompanhado de um posicionamento realmente combativo é como se ele estivesse engolindo a banana e o racismo também. A atitude seguida de uma declaração de que não devemos dar importância a atos racistas chega a ser um desrespeito a luta do Movimento Negro que conquistou tantas vitórias. Não vivemos numa democracia racial, e o racismo não esta na minha cabeça. Esta nos índices de mortalidade de jovens negros desse país, nas taxas de desemprego, de analfabetismo, de desnutrição, de pobreza e por ai vai… Alôo, esta institucionalizado, em algum momento vai te afetar,mesmo que você não perceba! Não temos culpa dos anos de escravidão sofrido pelo povo negro, mas colhemos os frutos desse período até hoje e temos a responsabilidade social e política de combater e não reproduzir práticas racistas. Não, não é exagero combater essa campanha ridícula que só legitima...

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Postado por em 24/03 em Geral

24 de Março – Dia Mundial da Tuberculose: A população negra são os 3 milhões

24 de Março – Dia Mundial da Tuberculose: A população negra são os 3 milhões

Por Emanuelle Goes*   Alcançar três milhões é o Slogan da campanha articulada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o Dia Mundial da Tuberculose. A tuberculose é uma doença curável que, em 2012, havia uma estimativa de 8,6 milhões de novos casos 1,3 milhões de pessoas morreram de tuberculose. O slogan alerta para denunciar, que dos 9 milhões de pessoas por ano que ficam doentes com TB, um terço deles são “perdidas” por sistemas de saúde. Muitos desses 3 milhões de pessoas vivem em comunidades mais pobres do mundo, mais vulneráveis ​​ou estão entre as populações marginalizadas como os trabalhadores migrantes, refugiados e pessoas deslocadas internamente, os presos, os povos indígenas, as minorias étnicas e os usuários de drogas. Doença negligenciada que atinge a população negra Considerada uma das Doenças Negligenciada¹ do Brasil a tuberculose em 2012, teve no Brasil  71.950 casos novos, neste mesmo ano foi notificado casos em 6.683 pessoas do sistema prisional. É necessário destacar que a tuberculose tem cura e é garantido integralmente pelo...

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Postado por em 24/03 em Geral

Sou velha, sou sua avó

Sou velha, sou sua avó

“o velho é o dono do tempo não para nunca de andar […] a volta do mundo é grande pra quem nem bem começou a gente faz o caminho que o velho já caminhou […] quem tem ajuda do velho já vira caminhador […]” – O Mais Velho Por Vera Lopes   Ouvi pela primeira vez esse canto – “O Mais Velho” – na bela voz de Glória Bomfim, me foi enviado por uma querida e talentosa amiga, Pâmela Amaro, atriz, instrumentista, compositora, cantora, também dona de uma bela voz. Mas escrevo, não só para dizer das vozes belas de nossas negras mulheres de tantos talentos que com negras histórias de vida tão semelhantes, se confundem com as histórias de tantas outras talentosas negras, quase anônimas ou anônimas, que com muito, muito esforço, uma ou outra consegue romper o “silêncio ensurdecedor” – quase enlouquecedor – que as coloca em um lugar de pouco acesso, acessado por alguns de nós, na maioria, com negras histórias de vida semelhante ou igual...

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Postado por em 24/03 em Geral

NO DIA 08 DE MARÇO NÃO QUERO FLORES, PRESENTES OU HOMENAGENS.

NO DIA 08 DE MARÇO NÃO QUERO FLORES, PRESENTES OU HOMENAGENS.

Por Terlúcia Silva Quero políticas que alterem positivamente a vida das mulheres… Quero ter garantido o meu direito de andar à noite sozinha sem correr o risco de ser violentada… Quero ter garantido o meu direito de usar minissaia, short, calça ou qualquer outra roupa sem ser julgada… Quero ter direito de me relacionar afetiva e sexualmente com quem eu escolher… Quero ter garantido o meu direito de decidir sobre o meu corpo, sobre a minha vida… NÃO. Eu NÃO quero flores, presentes ou homenagens no dia 08 de março. Quero ter garantido o meu direito de usar o cabelo cacheado, black, trançado, assanhando, sem ser ridicularizada… Quero ter direito a ocupar uma vaga no mercado de trabalho sem passar pelo crivo da “boa aparência”. Quero a superação dos preconceitos e estereótipos contra nós, mulheres negras… NÃO quero flores, presentes ou homenagens no dia 08 de março. Quero DEAMs funcionando 24hs e atendimento digno às mulheres em situação de violência… Quero serviços públicos de saúde, educação, assistência social, segurança… que prestem atendimento...

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Postado por em 24/03 em Geral

A Passageira

A Passageira

Por Maria do Carmo Barbosa Galdino (Madu)   Todas as segundas-feiras ela fazia o mesmo percurso da periferia para o bairro opulento da cidade. Entrava no ônibus no mesmo horário, procurava um lugar discreto, próximo à janela. Nas mãos, embolado o dinheiro, que pela cor das notas e moedas tilintando, adivinhava-se ser a conta certa da passagem de ida e volta. Durante o trajeto, seu olhar se perdia pelos caminhos e o pensamento se enovelava na sua cabeça coberta por um lenço pra eles não escaparem. Em um determinado ponto, descia, caminhava alguns quarteirões e se apequenava diante da opulência da edificação em frente a qual, por instantes, retinha os passos. Não se intimidava, seguia, acionava a campainha e adentrava, seguindo a serviçal que a atendia. Por algum tempo ficava lá dentro, sumida do meu olhar curioso que lhe fazia companhia. Quando surgia, vinha debaixo de uma trouxa de roupas que equilibrava sobre a cabeça. Olhar atento ao chão que pisava, calçada com sandálias de solas de pneu. Caminhava...

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