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Postado por em 11/03 em Geral

8 de março, celebrar o que? Nós, mulheres negras marchamos

8 de março, celebrar o que? Nós, mulheres negras marchamos

8 de março, dia internacional da mulher, o que vão celebrar? Na verdade não sei o que celebrar, ao meu redor só existe dor, sofrimento e opressão, no entanto tenho esperança, e a esperança surge na resistência negra, na minha ancestralidade negra, há esperança em nosso protagonismo, na Marcha Nacional de Mulheres Negras que tem sua demanda orientada para o enfrentamento do racismo, sexismo, violência e pelo bem viver.     Enquanto não tivemos a nossa liberdade de corpo inteiro, não há motivo para celebrar 8 de março. Enquanto fomos desumanizadas, vistas com menor valor, nós marcharemos, pois para os serviços de saúde somos resistentes a dor, capazes de suportar todos os tipos de pesos, não somos resistentes, somos Resistência. Sempre que escrevo sobre desigualdades, gosto de trazer dados, na verdade gosto deles, dos números, no entanto, na maioria das vezes não gosto do que apresentam. A fonte dos dados foi o IBGE, no Sistema de Informação de Indicadores de Gênero, acho interessante este sistema, sugiro que acessem para...

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Postado por em 28/01 em Geral

SOU MULHER DE CANDOMBLÉ – SOU POVO DE SANTO!

SOU MULHER DE CANDOMBLÉ – SOU POVO DE SANTO!

Por: Diosmar Filho Geógrafo      Nas narrativas da Yalorisá Raidalva Silva Souza dos Santos (Mãe Raidalva), vão se conhecendo o significado do ser Mulher Negra do Candomblé. A líder religiosa do Terreiro Ylê Asé Oyá Tolá, no distrito de Passagem dos Teixeiras – Candeias-Ba, é a homenageada do documentário IGI OBA NILE “Memórias de Mãe Raidalva” uma realização da YLÊ AYÓ e a N5 Filmes, com direção de Chico Soares e Diosmar Filho. O documentário lançado em 2014, iniciou-se em 2009, pela comunidade do Ilê Asé Oyá Tolá, que promoveu a celebração dos sessenta anos de iniciação de Mãe Raidalva, filha de Obalúayé e Oyá. Com carinho e respeito, filhas e filhos partilham com a sociedade baiana e brasileira os laços de união e fraternidade com a religiosa. Reforçando todo o ensinamento de Obalúayé, que ao oferecer anualmente o seu banquete “o Olubagé” proporciona um momento de muita paz, cobrindo com sua palha todas/os que estão em seu Égbé. O projeto do documentário foi financiado pelo Fundo de...

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Postado por em 28/01 em Geral

Aborto no Brasil, quantos passos faltam? ou quais são os passos para a legalização do aborto no Brasil?

Aborto no Brasil, quantos passos faltam? ou quais são os passos para a legalização do aborto no Brasil?

Por Emanuelle Goes* Quantos passos faltam? ou quais são os passos para a legalização do aborto no Brasil? Duas perguntas estingantes, quando me deparo com a França que comemora 40 anos de legalização do aborto no País, há 40 anos que as mulheres francesas tem direito de decidir com segurança a sua escolha, e na Europa somente três países não tem o aborto legalizado (Lena Lavinas, Carta Capital). Enquanto isso, a realidade do lado de cá, nos Países da America Latina, anda a passos são lentos, somente Cuba e mais recente o Uruguai.  Sobre o Brasil, existe alguns pontos nevrálgicos e que é uma realidade que pode ser igual a muitos lugares no mundo, a compreensão de que a agenda sobre os direitos reprodutivos, mais precisamente o aborto é responsabilidade unicamente do movimento de mulheres e feministas, bem, pode ate ser e dever ser as protagonistas dessa luta, dessa agenda, no entanto a necessidade de ampliar o debate e a adesão de outros sujeitos políticos é de extrema importância, a participação ativa de Entidades e Conselhos de Classe dos profissionais de saúde. Os profissionais de saúde e...

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Postado por em 28/05 em Geral

Mais que um nome na placa, morte materna e o racismo institucional

Mais que um nome na placa, morte materna e o racismo institucional

Por Emanuelle Goes*   28 de maio é o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, momento em que se reflete sobre a situação da saúde reprodutiva das mulheres no mundo. O Brasil recentemente apresentou a sua melhora na diminuição da taxa de mortalidade materna e que mesmo não alcançando o Objetivo para o Desenvolvimento do Milênio que trata sobre a Saúde Materna, ODM 5, obtivemos avanços positivos, e isso é fato. No entanto são dados globais, que precisamos ficar atentas às especificidades e particularidades das mulheres que tem cor/raça/etnia, idade e lugar. Ao longo dos anos estão sendo apresentados estudos que nos apresentam as diferenças no acesso das mulheres por conta de sua raça/cor (mulheres negras, indígenas e brancas), idade (mulheres adolescentes e adultas) e de vários lugares (rural e urbano, norte e sul). E que apesar da redução das desigualdades, ainda há muito que se alcançar e o SUS que acreditamos precisa ser implementado na sua plenitude com equidade, e os...

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Postado por em 15/05 em Geral

NÃO SÃO SÓ UMAS BANANAS…

NÃO SÃO SÓ UMAS BANANAS…

Por Aline Cruz Esplêndida a atitude de comer a banana, prosseguir com o jogo e mostrar o quanto é talentoso em campo (palmas). Mas se isso não é acompanhado de um posicionamento realmente combativo é como se ele estivesse engolindo a banana e o racismo também. A atitude seguida de uma declaração de que não devemos dar importância a atos racistas chega a ser um desrespeito a luta do Movimento Negro que conquistou tantas vitórias. Não vivemos numa democracia racial, e o racismo não esta na minha cabeça. Esta nos índices de mortalidade de jovens negros desse país, nas taxas de desemprego, de analfabetismo, de desnutrição, de pobreza e por ai vai… Alôo, esta institucionalizado, em algum momento vai te afetar,mesmo que você não perceba! Não temos culpa dos anos de escravidão sofrido pelo povo negro, mas colhemos os frutos desse período até hoje e temos a responsabilidade social e política de combater e não reproduzir práticas racistas. Não, não é exagero combater essa campanha ridícula que só legitima...

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Postado por em 24/03 em Geral

24 de Março – Dia Mundial da Tuberculose: A população negra são os 3 milhões

24 de Março – Dia Mundial da Tuberculose: A população negra são os 3 milhões

Por Emanuelle Goes*   Alcançar três milhões é o Slogan da campanha articulada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o Dia Mundial da Tuberculose. A tuberculose é uma doença curável que, em 2012, havia uma estimativa de 8,6 milhões de novos casos 1,3 milhões de pessoas morreram de tuberculose. O slogan alerta para denunciar, que dos 9 milhões de pessoas por ano que ficam doentes com TB, um terço deles são “perdidas” por sistemas de saúde. Muitos desses 3 milhões de pessoas vivem em comunidades mais pobres do mundo, mais vulneráveis ​​ou estão entre as populações marginalizadas como os trabalhadores migrantes, refugiados e pessoas deslocadas internamente, os presos, os povos indígenas, as minorias étnicas e os usuários de drogas. Doença negligenciada que atinge a população negra Considerada uma das Doenças Negligenciada¹ do Brasil a tuberculose em 2012, teve no Brasil  71.950 casos novos, neste mesmo ano foi notificado casos em 6.683 pessoas do sistema prisional. É necessário destacar que a tuberculose tem cura e é garantido integralmente pelo...

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