Menu de Categorias

Postado por em 24/03 em Geral

Sou velha, sou sua avó

Sou velha, sou sua avó

“o velho é o dono do tempo não para nunca de andar […] a volta do mundo é grande pra quem nem bem começou a gente faz o caminho que o velho já caminhou […] quem tem ajuda do velho já vira caminhador […]” – O Mais Velho Por Vera Lopes   Ouvi pela primeira vez esse canto – “O Mais Velho” – na bela voz de Glória Bomfim, me foi enviado por uma querida e talentosa amiga, Pâmela Amaro, atriz, instrumentista, compositora, cantora, também dona de uma bela voz. Mas escrevo, não só para dizer das vozes belas de nossas negras mulheres de tantos talentos que com negras histórias de vida tão semelhantes, se confundem com as histórias de tantas outras talentosas negras, quase anônimas ou anônimas, que com muito, muito esforço, uma ou outra consegue romper o “silêncio ensurdecedor” – quase enlouquecedor – que as coloca em um lugar de pouco acesso, acessado por alguns de nós, na maioria, com negras histórias de vida semelhante ou igual...

Read More

Postado por em 24/03 em Geral

NO DIA 08 DE MARÇO NÃO QUERO FLORES, PRESENTES OU HOMENAGENS.

NO DIA 08 DE MARÇO NÃO QUERO FLORES, PRESENTES OU HOMENAGENS.

Por Terlúcia Silva Quero políticas que alterem positivamente a vida das mulheres… Quero ter garantido o meu direito de andar à noite sozinha sem correr o risco de ser violentada… Quero ter garantido o meu direito de usar minissaia, short, calça ou qualquer outra roupa sem ser julgada… Quero ter direito de me relacionar afetiva e sexualmente com quem eu escolher… Quero ter garantido o meu direito de decidir sobre o meu corpo, sobre a minha vida… NÃO. Eu NÃO quero flores, presentes ou homenagens no dia 08 de março. Quero ter garantido o meu direito de usar o cabelo cacheado, black, trançado, assanhando, sem ser ridicularizada… Quero ter direito a ocupar uma vaga no mercado de trabalho sem passar pelo crivo da “boa aparência”. Quero a superação dos preconceitos e estereótipos contra nós, mulheres negras… NÃO quero flores, presentes ou homenagens no dia 08 de março. Quero DEAMs funcionando 24hs e atendimento digno às mulheres em situação de violência… Quero serviços públicos de saúde, educação, assistência social, segurança… que prestem atendimento...

Read More

Postado por em 24/03 em Geral

A Passageira

A Passageira

Por Maria do Carmo Barbosa Galdino (Madu)   Todas as segundas-feiras ela fazia o mesmo percurso da periferia para o bairro opulento da cidade. Entrava no ônibus no mesmo horário, procurava um lugar discreto, próximo à janela. Nas mãos, embolado o dinheiro, que pela cor das notas e moedas tilintando, adivinhava-se ser a conta certa da passagem de ida e volta. Durante o trajeto, seu olhar se perdia pelos caminhos e o pensamento se enovelava na sua cabeça coberta por um lenço pra eles não escaparem. Em um determinado ponto, descia, caminhava alguns quarteirões e se apequenava diante da opulência da edificação em frente a qual, por instantes, retinha os passos. Não se intimidava, seguia, acionava a campainha e adentrava, seguindo a serviçal que a atendia. Por algum tempo ficava lá dentro, sumida do meu olhar curioso que lhe fazia companhia. Quando surgia, vinha debaixo de uma trouxa de roupas que equilibrava sobre a cabeça. Olhar atento ao chão que pisava, calçada com sandálias de solas de pneu. Caminhava...

Read More

Postado por em 18/03 em Geral, Mulher

“Não me venha falar da malícia de toda mulher1”: Ou: sintetizando dor e reconhecendo as “delícias” de sobreviver a ela.

“Não me venha falar da malícia de toda mulher1”: Ou: sintetizando dor e reconhecendo as “delícias” de sobreviver a ela.

“Não me venha falar da malícia de toda mulher”: Ou: sintetizando dor e reconhecendo as “delícias” de sobreviver a ela.   Por Luciana Pinto Em memória de Ana Luísa Fagundes, minha amiga tão querida. Que se estiver vendo isso de algum lugar, estará feliz em ver reforçadas nossas lutas e aprendizados. Para Marcelo Matos, que criou só pra mim a ideia de como é ter amor de irmão. Para Moya, amiga d’além-mar, que me fez os primeiros curativos. Salvador, BA, maio de 2013.   Há um ano e dez meses atrás fui estuprada em uma praia. Estava com um casal querido, e fomos “amistosamente” abordados por um nativo, que pouco tempo depois nos apontou uma arma, dando-nos apenas o espaço da companheira de meu amigo fugir para buscar ajuda. O alvo era eu. Não era um assalto. Com o passar do tempo, o que parecia um duelo de machos teve seus rumos mudados. Não sei com que inspiração consegui negociar minha vida e certo grau de integridade física. O...

Read More

Postado por em 08/03 em Geral, Mulher

Negras Marcham Rumo à Brasília 2015 – Contra o Racismo, a Violência e Pelo Bem Viver

Negras Marcham Rumo à Brasília 2015 – Contra o Racismo, a Violência e Pelo Bem Viver

Por Benilda Brito Odara- Instituto da Mulher Negra   “ Nos pesadelos ‘pós-coloniais’. A deriva contemporânea é um labirinto… Parece        que nem Durban, nem Obama, nem as novas revoltas negras na Europa são capazes de nos fazer erguer os olhos para ver algo além dos muros com pontas de ferro … Mas jovens negros e negras recomeçam e plantam novas utopias no presente, sonhos quentes, sementes fecundas de mentes e corpos negros…que jogam pólem no futuro-flor da humanidade.” Por Salloma Solamão, Capulanas – Cia de Artes negras de SP. Engoma, dos pes à cabeça, os quintais que sou ..   A circularidade, assim como a ancestralidade, a memória e a oralidade são alguns dos inúmeros valores civilizatórios africanos que vivenciamos todos os dias. De uma forma explícita e determinada ratificamos os ensinamentos das nossas ancestrais legitimando cada vez mais a sabedoria e perspicácia ensinada  diante das armadilhas do racismo e do sexismo ao longo da nossa vida feminina negra. Vovó Benigna me ensinou muitas coisas. Entre elas gostar de ser...

Read More

Postado por em 13/11 em Geral

Copa 2014 – O que as mulheres têm a ver com isso?

Copa 2014 – O que as mulheres têm a ver com isso?

Por Maria José Santos Oliveira Quando te perguntam de cara o que as mulheres têm a ver com a copa 2014, o primeiro impulso é responder: Nada! Absolutamente nada! Pois a copa é um negócio de grandes corporações. A FIFA como toda grande corporação se instala em um determinado local para auferir lucro e não desenvolve o território porque grandes corporações têm suas cadeias de produção de maneira a lhes garantir maiores lucros. Desta forma, não serão as pequenas empresas ou grupos locais que prestarão serviços para o evento. Pode-se argumentar que estes grupos de produção não têm ‘know-how’ ou expertise para produzir ou garantir a qualidade dos produtos em grandes eventos, entretanto temos experiências bem sucedidas. A jornalista Naiara Leite, afirma que, a Rede de Economia Solidária da Bahia, que foi responsável pela alimentação na Cúpula dos Povos, um evento que teve cerca 20 mil pessoas por dia no Rio de Janeiro em 2012, não teve êxito na avaliação da Secopa para fornecer alimentação para os trabalhadores da...

Read More
Página 5 de 24« Primeira...34567...Última »