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Postado por em 13/03 em Mulher

Comunidades religiosas se encontram para debater intolerância e democracia

Comunidades religiosas se encontram para debater intolerância e democracia

  Projeto Mulheres de Axé organiza a 3ª roda de conversa no último sábado (11). Intolerância religiosa, laicidade do Estado, fortalecimento das crenças religiosas e dos terreiros, troca de saberes intergeracional e educação de axé foram temas debatidos na 3ª Roda de Diálogo Mulheres de Axé Contra a Intolerância Religiosa e pela Democracia, realizada pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, no último sábado (11), no terreiro Ilê Axé Oyá Tolá, em Candeias (Ba). Durante o encontro diversas participantes afirmaram a importância das religiões de matriz africana para o fortalecimento da luta de enfrentamento ao racismo no Brasil. “A nossa religião tem um papel fundamental para sustentar nossa luta diária pela sobrevivência. O candomblé assegura força para que nós, comunidade negra, continue lutando.”, afirmou Valdecir Nascimento, coordenadora executiva do Odara. Para a yalorixá Raidalva Santos, do terreiro Ilê Axé Oyá Tolá a vivência e criação das pessoas de axé as reposiciona no mundo de forma diferente preservando os ensinamentos dxs mais velhxs, as tradições e o resguardo de uma...

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Postado por em 22/11 em Mulher

Organizações antirracistas lançam o Fórum Permanente pela Igualdade Racial

Organizações antirracistas lançam o Fórum Permanente pela Igualdade Racial

Entidades negras e antirracistas lançam no próximo dia 29 de novembro (terça-feira), em Brasília, o Fórum Permanente pela Igualdade Racial (Fopir). A articulação tem como objetivo desenvolver estratégias e ações de mobilização, diagnóstico, comunicação e incidência política capazes de fortalecer o enfrentamento do racismo e a defesa das políticas de promoção da igualdade racial e de gênero. O Fopir vai buscar diálogo com governos, Ministério Público, parlamentares, operadores da Justiça, mídia e a sociedade.   No lançamento do fórum será apresentado o documento “Análise de Conjuntura do Estado brasileiro e as desigualdades sociorraciais no século XXI”. Também haverá um ato contra a intolerância religiosa e o debate “Década dos Povos Afrodescendentes: Onde estamos e para onde vamos?”.   O evento pretende reunir cerca de 120 representantes do movimento de mulheres negras e negro, Legislativo, agências do Sistema ONU, universidades, organizações sociais, de direitos humanos, estudantis, sindicatos e setores empresariais.  No dia 30 de novembro (quarta-feira), as organizações que integram o Fopir terão audiências com representantes de organizações governamentais, legislativas...

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Postado por em 27/09 em Mulher

Feministas comentam importância da ação #PrecisamosFalarSobreAborto 24 h

Feministas comentam importância da ação #PrecisamosFalarSobreAborto 24 h

Texto de Thaís Campolina 28 de setembro é o dia de luta pela descriminalização do aborto na América Latina e Caribe. A data foi definida em 1990, na Argentina, durante o 5º Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho e desde então feministas tem organizado ações, campanhas e debates sobre o assunto durante a data e períodos próximos. Think Olga, Gorda&Sapatão, Justificando e nós, do Ativismo de Sofá, organizamos a ação #PrecisamosFalarSobreAborto 24 horas, que consiste numa virada online feminista que começará às 00:00 do dia 28 e terminará só com o último live às 00:00 do dia 29 de setembro. Nesse período, organizações, coletivos, páginas, blogues, pesquisadoras e pessoas públicas farão transmissões online através do facebook, divulgarão textos sobre o assunto e vídeos já gravados, utilizando a hashtag que nomeia a campanha. A programação das transmissões ao vivo contam com nomes como Clara Averbuck,Karina Buhr, Djamila Ribeiro, Debora Diniz, Marcia Tiburi, Ana Lucia Keunecke,Melania Amorim, Silvia Badim e coletivos/organizações/sites como MinasNerds, Revista Azmina, Rede Feminista de Juristas, Maternativa, ONU Mulheres e Catarinas....

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Postado por em 23/09 em Mulher

Declaração das Mulheres Negras reunidas no Fórum de Feminismos Negros dentro do 13º Fórum da AWID na Bahia Brasil 5 e 6 de setembro de 2016 –

Declaração das Mulheres Negras reunidas no Fórum de Feminismos Negros dentro do 13º Fórum da AWID na Bahia Brasil 5 e 6 de setembro de 2016 –

1. Nós, mais de 200 feministas negras de todos os continentes e em todas nossas diversidades, reunidas no Fórum de Feminismos Negros, sob o lema “os caminhos que percorremos juntas”; 2. Desafiando nossas próprias fronteiras e as que se opõem a nosso crescimento como feministas felizes, saudáveis e orgulhosas e realizando nossos sonhos mais ousados de libertação para nós, nossa terra e territórios e as vidas que defendemos na diversidade de nossa negritude e nossas capacidades e identidades escolhidas; 3. Durante estes dois dias conversamos sobre o futuro, a construção dos feminismos negros globais, a transformação da justiça global, a defesa de nossos territórios, comunidades, povos, resiliência, resistência, o colonialismo, a guerra, os direitos sexuais e reprodutivos, o racismo, o sexismo, o patriarcado, a diversidade sexual, identidades de gênero, arte, violências, alianças transnacionais, aliança intergeracional, entre muitos outros temas; 4. Reconhecendo nossa espiritualidade ancestral e nossa identidade cultural como um dos pilares fundamentais para a defesa de nossos direitos individuais e coletivos; 5. Reconhecendo que as mulheres negras, depois de vários séculos de resistência ativa, ainda vivemos em condições de empobrecimento, de exclusão, de invisibilizacão e marginalização dos espaços de...

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Postado por em 29/08 em Mulher

Carta para Mulheres Negras: Qual futuro que queremos?

Carta para Mulheres Negras: Qual futuro que queremos?

Por Luciana Brito O feminismo negro surgiu para mim como resposta a um vazio, que era provocado por um não lugar. A sofisticação do debate das mulheres negras feministas foi a resposta que faltava para que eu entendesse que as minhas peculiaridades não envolviam, por exemplo, o direito ao mercado de trabalho. A experiência das mulheres negras nas Américas perpassa pela exploração dos nossos corpos em todos os níveis. Como bem mostrou Angela Davis em Mulher, Raça e Classe, as mulheres negras nas Américas, desde sempre foram trabalhadoras escravizadas ou libertas. Em relação às noções de trabalho apropriado “para uma mulher”, devido ao corpo feminino ser supostamente mais frágil, tais convenções de gênero não se aplicavam a nós. Mulheres negras trabalharam nas lavouras, no trabalho pesado das cidades, pouco importa se doentes, se grávidas ou se eram meninas. Como mulher negra, jovem e trabalhadora, o desemprego, ou o trabalho precário, era um problema. A nossa experiência no mundo do trabalho é marcado por condições desiguais de pagamento de salário,...

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