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Postado por em 23/08 em Mulher

Carta para as Mulheres Negras: NÃO É NÃO

Carta para as Mulheres Negras: NÃO É NÃO

Por Maria Laura Santos Atualmente no Brasil, muitas mulheres são violentadas seja doméstica ou sexualmente. Elas saem dessa história feridas, com vergonha e com sua integridade ‘’comprometida’’, porque na maior parte das vezes é ela quem leva a culpa. Já o seu agressor, muitas vezes, não é nem procurado pela polícia e sai impune da situação. Como em pleno século XXI acontece uma atrocidade dessas? Segundo os cientistas, com o passar dos anos a mente humana deveria evoluir, mas o que vemos é um caso sério de regressão. As práticas machistas podem ser encontradas nas músicas que fazem apologia à invasão do corpo das mulheres, nos advogados que fazem perguntas pessoais demais para a comprovação do crime, como se ela fosse mentir sobre isso. E em tantas outras coisas que passam despercebidas, porque se tornaram normais demais pra gente. A questão principal, é que não cabe somente às mulheres lutar por seus direitos. É preciso que a sociedade se desfaça de seus pensamentos machistas e passe a olhar para...

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Postado por em 29/07 em Mulher

Carta para mulheres negras: “Se é que existe reencarnações, eu quero voltar sempre preta.”

Carta para mulheres negras: “Se é que existe reencarnações, eu quero voltar sempre preta.”

*Por Ana Paula Rósario  Nascida em Itabuna (BA) eu, Ana Paula Rosário, filha de dona Maria José Santos, irmã de Poliana Rosário, tia de Ana Clara, Ana Carolayne  e Thifanny Vitória (cinco dias de nascida), uma família de mulheres negras. Vim de Itabuna para Salvador aos 16 anos, em 2012 e não foi uma viagem planejada, mas sim uma viagem cheia de medo e tristeza. Medo por não saber para onde viria e pela tristeza de largar minha família sem saber quando iria poder voltar, esse foi o resultado das minhas escolhas, do envolvimento com drogas. Menina que já tinha vivido de tudo um pouco, cumpria medida sócio educativa e ao passar do tempo as pessoas que mim acompanhava (Equipe técnica CMSOED RECANTO) acreditava que seria possível a minha resiliência, em meio as idas e vindas acabei sendo ameaçada de morte, por uma pessoa que um dia eu amei, esse foi o maior choque de realidade que eu já tive em toda minha vida, choque esse que mim fez/faz...

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Postado por em 22/07 em Mulher

Carta para as mulheres negras: Memória e coragem em largos passos adiante

Carta para as mulheres negras: Memória e coragem em largos passos adiante

Por Jéssica Ipólito Eu estou emocionada por contar um pouquinho de minha vida, sister. Por tempos eu fiquei imersa num pálido e vasto campo esbranquiçado cobrindo minha vida como um véu que não me permitia enxergar, perceber, apurar o lugar que pertenço. Eu que passei tanto tempo alisando meus cabelos para que eles parecessem aceitáveis, hoje me sinto constantemente fortalecida por estar perto de outras mulheres negras, por conversar com elas e por escrever para você agora. Meu nome é Jéssica Ipólito, quase vinte e cinco no final deste ano, vivendo na cidade de Salvador, me sinto transbordar por dentro! Há quatro anos eu conheci o feminismo e tão somente a partir do feminismo que eu pude dar o primeiro passo. Logo de cara eu conheci um feminismo feito por e para mulheres brancas e logo eu percebi meu lugar no jogo: não era ali, entre as brancas e afortunadas. Dessa exclusão em espaços políticos, do menosprezo e chacota de minha intelectualidade, compreendi a dimensão do racismo agindo também...

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Postado por em 01/07 em Mulher

Feminismo Negro, o Feminismo do Futuro!

Feminismo Negro, o Feminismo do Futuro!

“Uma carta para as mulheres negras” Por Emanuelle Goes e Naiara Leite Em uma roda de diálogo sobre Feminismo Negro e Juventude tivemos a certeza de estar vivendo um feminismo do futuro, as falas nos embebeceram por ver meninas, adolescentes, jovens negras se afirmando neste lugar de feminista negra. Destacamos aqui duas falas, a de uma jovem negra, de forma afirmativa, que diz: “sou feminista negra, mas não sei explicar, o conceito, a teoria em si, mas sei que vivo. ”  A jovem afirma sua negritude neste lugar de mulher negra é feminismo negro.  Em seguida vem a fala de outra jovem afirmando que o feminismo negro abarca tudo, mas é importante demarcar lugar, visibilizar as identidades, as falas e as subjetividades do ser mulher negra em uma sociedade estrutura pelo racismo, sexismo, machismo e lesbofobia. O feminismo negro tem sido para as mulheres negras a única possibilidade de falar de si. Um encontro entre a teoria e a experiência vivida, que dialogam quando a escrita é ativista. As vezes...

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Postado por em 08/06 em Mulher

Pelo não retrocesso

Pelo não retrocesso

Por Cida Bento É preciso identificar as forças políticas conservadoras e reagir a elas, nas ruas e nas urnas Parece até que há um objetivo explícito e deliberado de mostrar aos movimentos sociais que eles não contam no cenário político atual. Que seus direitos, conquistados nas ruas, podem ser derrubados com qualquer canetada. Que os órgãos criados para tratar destes direitos podem ser extintos e recriados numa lógica em que se trocam os profissionais e se altera a concepção do órgão, como se fosse uma estrutura burocrática. E a sociedade civil reage. Em diferentes partes do País, mobilizam-se grupos que atuam com gênero, raça, etnia, orientação sexual, meio ambiente, moradia, tortura, violência de estado, acesso à terra e tantos outros temas afeitos aos direitos humanos, denunciando a pauta reacionária e impopular que não para de avançar. Dentre estes grupos, encontram-se os movimentos de mulheres negras, o quilombola, os universitários negros, os religiosos de matriz africana, a juventude negra e periférica, o movimento de mães contra o genocídio dos jovens...

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Postado por em 13/04 em Mulher

Na Bahia, UNFPA ressalta visibilidade das mulheres como sujeitos de direitos na reposta ao Zika vírus

Na Bahia, UNFPA ressalta visibilidade das mulheres como sujeitos de direitos na reposta ao Zika vírus

Na semana em que se comemorou o Dia Mundial da Saúde, o UNFPA Brasil intensificou as suas ações nos estados da Bahia e Pernambuco para apoiar mulheres em idade reprodutiva e suas famílias em tempos de surto do zika vírus. Na terça-feira (5), Jaime Nadal, Representante para o país, esteve em Salvador para se reunir com as redes e organizações da Sociedade Civil que compõem o grupo de trabalho das ações locais e também com o Secretário de Saúde (Sesab), Fábio Vilas Boas e a Secretária de Políticas para as Mulheres (SPM), Olivia Santana, no intuito de contribuir, a partir da expertise e capacidade técnica da agência, nas iniciativas em construção e/ou desenvolvidas pelos órgãos em saúde reprodutiva e direitos das mulheres no contexto da epidemia do mosquito Aedes Aegypt e suas arboviroses. Não à estigmatização das mulheres Em conversa com Olivia Santana, o Representante do UNFPA destacou a preocupação da instituição com uma possível “culpabilização” das mulheres no contexto do zika. “As mulheres podem acabar sendo estigmatizadas diante...

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