JOVENS ATIVISTAS DO INSTITUTO ODARA PARTICIPAM DO MOVIMENTE-SE, ENCONTRO NACIONAL PARA DEBATER POLÍTICAS DE DROGAS


Data de publicação: 13 de dez de 2017

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O 1º Movimente-se contou com a participação de jovens de favelas de todo Brasil

 

Quarenta jovens de periferias do Brasil estiveram reunidos entre os dias 7 e 10 de dezembro, no Rio de Janeiro, para debater o impacto da atual política de drogas na vida das juventudes de periferia.­ Duas jovens ativistas do Odara – Instituto da Mulher Negra, Alane Reis e Ana Paula Rosário, estiveram com o grupo no 1º Movimente-se, uma imersão com foco em formação política e construção de estratégias para enfrentar as várias violências racistas causadas pela suposta “guerra às drogas” que embasa as políticas de segurança no Brasil.

A imersão foi organizada pelo Movimentos – Drogas, Juventude e Favela, um grupo de jovens de favelas com atuação principalmente na cidade do Rio de Janeiro. Durante estes dias, o grupo conversou com especialistas em drogas de vários campos como saúde, segurança, comunicação comunitária, entre outros. Todos os debates demarcavam o teor de repressão do povo negro e indígena no histórico de criminalização das drogas no continente americano.

Alane Reis no morro do Alemão. Ana Paula Rosário em Caxias.

Alane Reis no morro do Alemão. Ana Paula Rosário em Caxias.

Para nós, do Instituto Odara, participar deste encontro foi muito inspirador para fortalecer nossa compreensão que a juventude negra está organizada resistindo de diversas formas pelo Brasil. Estamos resistindo nas favelas e quilombos deste país, somos fortes nas mídias comunitárias, nos movimentos literários de poesia marginal, nas universidades, que sempre tenta reforçar que lá não é nosso lugar, pois sabe como o conhecimento descolonizado produzido por nós tem poder libertador.

O Movimente-se, para nós, trouxe perspectivas de como fazer o debate sobre políticas de drogas no Programa Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar, que entre as ações, investe no fortalecimento de mulheres que perderam os filhos para a suposta guerra às drogas, atual justificativa do Estado para matar e encarcerar pessoas negras.

É muito gratificante voltar pra casa com a certeza que a luta diária que trilhamos por aqui está em consonância em todo Brasil. Que venham outros Movimente-se!

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