Julho das Pretas

O Julho das Pretas é uma agenda conjunta e propositiva com organizações e movimento de mulheres negras da Bahia, região Nordeste, e mais alguns estados do país, voltada para o fortalecimento das organizações de mulheres negras. Criado em 2013, pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, o Julho das Pretas celebra o 25 de Julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina-americana e Caribenha.

Em cinco anos, a ação do Instituto Odara no Julho trouxe temas importantes e necessários relacionados à superação das desigualdades de gênero e raça, colocando a pauta e agenda política das mulheres negras em evidência, entre estas:

Fortalecimento Institucional das Organizações de Mulheres Negras na região do Nordeste Brasileiro (2013) – com objetivo de mapear as organizações de mulheres negras da região e discutir estratégias de fortalecimento político, financeiro e institucional;

Mostra de Arte e Cultura de Mulheres Negras (2014) – visando aprofundar e discutir o fortalecimento em torno da autonomia financeira das mulheres negras, do intercâmbio de experiências solidárias e criativas do empreendedorismo negro protagonizado pelas mulheres;

A participação da mulher negra na políticas: estratégias e desafios (2015) – colocou em pauta a participação e representação política das mulheres negras nos diferentes espaços políticos no país, através de um olhar crítico sobre as estratégias de participação, as agendas apresentadas  pela luta de enfrentamento ao racismo e fortalecimento das mulheres negras;

Mulheres Negras no Foco: Mídia, Representação e Memória (2016) – debateu o direito das jovens e mulheres negras à comunicação, representação política, a narrativa de luta, acesso a direitos, enfrentamento às violências, incidência política, assim como estratégias e desafios para assegurar os registros e memórias da história da população negra, e como estes temas vêm sendo tratados nas diferentes linguagens de comunicação;

Negras Jovens e as lutas de enfrentamento ao racismo, a violênciae pelo bem viver (2017) – dialogou sobre as estratégias construídas pelas negras jovens feministas para enfrentar o racismo, machismo, lesbofobia, transfobia e todas as formas de opressão a partir  da troca intergeracional com ativistas do movimento de mulheres negras.