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Postado por em 24/07 em Empoderamento, Mulher | 0 comentários

MOVIMENTOS DE MULHERES NEGRAS DA BAHIA ORGANIZA MARCHA NO DIA 25 DE JULHO

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Denunciar a proporção e a invisibilização da violência contra as mulheres negras está entre as pautas centrais

 

O dia 25 de Julho é marcado internacionalmente como o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Aqui no Brasil, no mesmo dia, também é comemorada a memória da histórica líder quilombola Tereza de Benguela. Para reverenciar a força das ancestrais, e a luta cotidiana das mulheres negras, o movimento de mulheres negras da Bahia promove a “Marcha Pela Vida das Mulheres Negras 2017”, com concentração em frente ao Iguatemi, às 9h. A marcha irá destacar a necessidade de mais ações coletivas e de políticas públicas efetivas que visem o enfrentamento da violência recorrente e sistemática contra as mulheres negras.

De acordo com o “Mapa da Violência 2015: Homicídios de Mulheres no Brasil”, realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FlACSO), o assassinato de mulheres negras aumentou 54% nos últimos dez anos, de 1.864 (2003) para 2.875 (2013). Em 2013, a taxa de mortes por assassinato de mulheres no Brasil, para cada 100 mil habitantes, foi de 4,8 casos. A média mundial foi de dois casos. Neste ano, 4.762 mulheres foram mortas no país: 13 vítimas fatais por dia. Este dados coloca o Brasil na 5ª posição mundial de países que mais matam mulheres.

​Na Bahia, a situação é ainda mais grave do que o cenário nacional. A violência doméstica tem sido responsável por 9,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres existentes. Com isso o estado aparece como o segundo mais violento do Brasil, atrás apenas do Espírito Santo, que possui média de 11,24 para cada 100 mil mulheres. Alagoas está em terceiro lugar, com 8,84 para 100 mil.

Conforme os números do Governo Federal, 77% das mulheres em situação de violência sofrem agressões semanal ou diariamente pelos seus companheiros ou parentes. O quadro é ainda mais alarmante em relação às mulheres negras.

Na pauta da Marcha 2017, o movimento também reivindica a garantia dos direitos que envolvem acesso à saúde, moradia, além da garantia dos direitos trabalhistas e do fim da reforma da previdência no Brasil. As manifestantes também exigem justiça para os casos de violência e assassinato de jovens negros no estado, o fim das revistas vexatórias em presídios e a agressão sumária às mulheres negras em casas de detenção.

 

Dia da Mulher Negra

A data foi estabelecida durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, realizado em 1992, em Santo Domingo (República Dominicana), e celebra as contribuições políticas, intelectuais, econômicas e socioculturais das mulheres negras para o desenvolvimento histórico do continente e reafirma a nossa luta contra a violação de direitos. Ao mesmo tempo, essa conexão entre mulheres negras dá força às vozes femininas na luta pela garantia de direitos.

 

O quê: Marcha Pela Vida das Mulheres Negras

Quando: 25 de Julho, às 9h

Onde: Iguatemi

Quem: Movimento de Mulheres Negras da Bahia

Por quê: Denunciar o femicídio de mulheres negras na Bahia e todas as violação de direitos

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