ODARA INICIA DIÁLOGO SOBRE A AGENDA 2030 COM MOVIMENTO DE MULHERES NEGRAS DA BAHIA


Data de publicação: 12 de dez de 2017

WhatsApp Image 2017-12-12 at 15.10.42

Próxima reunião será realizada no dia 21 de dezembro, das 14h às 18h, no CEAO.

Na última quarta-feira (05), o Odara – Instituto da Mulher Negra convocou as Mulheres Negras de Salvador para roda de diálogo  para discutir como garantir que as mulheres negras estejam no centro das ações para o cumprimento da Agenda de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, como uma condição para o alcance de um Planeta 50-50 em 2030. A atividade reuniu no Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO), no Dois de Julho cerca de 40 mulheres dos diferentes segmentos.

Para dialogar sobre a agenda 2030 o grupo pontuou a necessidade de fortalecer um debate junto ao movimento de mulheres negras sobre a perspectiva de incidência dentro dos contextos nacional e internacional. Neste sentido, foi suscitado a necessidade de uma conexão entre os pontos estruturantes da Década Internacional dos Afrodescendentes e as denuncias internacionais de violação de direitos humanos, feminicidio e do genocídio da população negra protocolizadas até o momento.

“Este é o momento que precisamos reforçar nossas estratégias de incidência. É importante reafirmar que não iremos transformar a perspectiva de um planeta diferente com a morte cotidiana dos jovens e das mulheres negras. Estamos desde a Marcha das Mulheres Negras, em 20115, cobrando do Estado brasileiro respostas.”, disse Valdecir Nascimento, coordenadora executiva do Instituto Odara.

Coral do Projeto Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar

Coral do Projeto Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar

Ao pensar a conjuntura e os dados alarmantes nas áreas da educação, segurança púbica, defesa e proteção as meninas e mulheres em situação de violência, trabalho com relação a população negra, desde o acesso a creche e a programas como o EJA, compreendeu – se a importância de estabelecer um diálogo de pressão com os representantes dos órgãos do poder público, principalmente, por conta da eleição de 2018.

Para as mulheres é necessário que a relação com a Organização das Nações Unidas (ONU) seja alimentada a partir de agendas estratégicas para barrar o projeto genocida e racista que atinge a vida da população negra, são elas: Foco no combate ao  Feminicidio, Desmilitarização da polícia; Fortalecimento de uma nova perspectiva da política de drogas; Judicialização do Estado e indenização das famílias vitimadas pela violência racial.  O grupo também discutiu sobre a importância de alargar o  conceito de genocídio a partir do olhar das mulheres negras, assim como, de provocar os órgãos institucionais para reconhecer o genocídio da população negra.

Participaram da reunião: representantes do Coral Mulheres de Alagados, Coletivo Brejo, Centro de Arte e Meio Ambiente – Cama, Rede de Mulheres Negras da Bahia, Odeart, Koinania\Afirme-se, Coletivo Creuza Oliveira; Coletiva de Mulheres Negras Abayomi, Sindoméstico\BA, Sindoméstico\Nova Iguaçu, Coletivo Luiza Bairros, Grucom, Coletivo Angela Davis, Grupo de Mulheres do Alto das Pombas, UFRB, e mulheres negras ativistas independentes.

O próximo encontro será realizado no dia 21 de dezembro, das 14h às 18h, na SEDE DO ODARA, (pois o CEAO está em Greve) para refletir sobre o alargamento do conceito de genocídio.  As reuniões são abertas para participação de todas as pessoas.

 

 

Comentários


    Tags relacionadas:
 

Instituto Odara © 2018 - Desenvolvido por Charles Ribeiro