BOLETIM ODARA / FEVEREIRO



Publicado em: 01 de out de 2019

Cerca de 20 mulheres do movimento de mulheres negras de Salvador reuniram-se no fim de tarde, do dia 09 de outubro, uma terça-feira, na sede do Odara- Instituto da Mulher Negra, para ouvir e compartilhar experiências de vida com a ativista negra, pesquisadora e professora universitária Patrícia Hill Collins. O encontro foi agradável e emocionante com diversas trocas de experiências e a discussão sobre a resistência das mulheres no Brasil e nos Estados Unidos, frente à violência do racismo, do sexismo, e a nova onda de fascismo no mundo. Muitas mulheres foram pegas de surpresa com a presença de Collins, pois a reunião que estava marcada foi de construção do Encontro Estadual de Mulheres Negras da Bahia, rumo ao Encontro Nacional de Mulheres Negras + 30, contra o racismo, a violência e pelo Bem-viver.

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Boletim Odara/Fevereiro


BOLETIM ODARA / MARÇO



Publicado em: 01 de out de 2019

Os últimos quatro anos são marcados por um período de amplos retrocessos, violação e perdas de direitos, violência, e reafirmação de uma política de morte, especialmente, para a população negra e indígena. São tempos de reafirmação dos movimentos sociais, que temos, entre as lutas diárias, a tarefa de defender nossas vidas, existência, nosso direito à fala, expressão e, principalmente, de fortalecer a luta antirracista e defender o projeto político de nação que esteja centrado na garantia do bem viver para todas as pessoas.

Este ano o Odara – Instituto da Mulher Negra criou o “Março de Lutas” – uma agenda com o intuito de cruzar as grandes agendas internacionais de luta contra o racismo e o sexismo. O mês de março é internacionalmente conhecido como o mês das mulheres na luta contra o patriarcado, celebrado oficialmente dia 8 de março.

Também no dia 14 de março de 2019 faz um ano que a militante negra e parlamentar Marielle Franco foi executada e o Estado brasileiro ainda não nos apresentou respostas. Neste dia homenageando o nascimento de duas estrelas negras que tiveram grande contribuição para a luta negra brasileira: Carolina Maria de Jesus e Abdias Nascimento. Já no dia 16 de março de 2019 fez 5 anos que a trabalhadora Claúdia Ferreira foi assassinada por PMs do Rio de Janeiro e arrastada do lado de fora da viatura.

É também em março, dia 21, que celebramos o dia internacional de luta pela eliminação da discriminação racial. Ainda no dia 27 de março celebramos o nascimento de outra estrela negra brasileira, Luiza Bairros, que tem inspirado homens e mulheres negras além do seu tempo com seu legado.

O Março de Lutas é mais uma tática de reafirmar a resistência negra nesse país. É a forma de celebrar o legado dos homens e mulheres negras que morreram lutando para consolidação de um projeto político em que a população negra tivesse sua humanidade, cidadania e direitos reconhecidos e assegurados.

Continuaremos em marcha até que todas as Marielles, Claudias, Carolinas, Abdias e Luizas tenham direito à vida e ao bem viver.

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UM DEBATE SOBRE LÉSBICAS NEGRAS E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA EM SALVADOR



Publicado em: 01 de set de 2019

A escrevivência de estarmos vivas, juntas e reelaborando a política

 

Por Alane Reis

Fotografias: Ana Paula Rosário

 

Mas se eu já fui trovão

Que nada desfez

Eu sei ser 

Trovão 

Que nada desfaz, nem… 

O capataz

Nem a solidão

Nem estupro corretivo contra

Sa-pa-tão

(y now, frágil – poesia de Tatiana Nascimento)

Poucas coisas que não sejam a universidade ou o trabalho mais pragmático tem me motivado a escrever. Assim, livremente, por necessidade subjetiva e entusiasmo. Mas esse 29 de agosto de 2019 (dia nacional da visibilidade lésbica) teve seus luxos. Nós, sapatonas do Odara, e outras companheiras lésbicas negras de Salvador, nos encontramos no Bar Caras e Bocas, de Rose e Alexandra, para debater nossas pautas inegociáveis nesse cenário político. Como vocês podem imaginar, aí chove…

As urgências são inúmeras: emprego, moradia, cuidados com a saúde física e psicológica, e por aí vai. As necessidades, outras tantas: escuta, afeto, reflexões, acesso a educação.

As violências que extrapolam o olhar, o riso, o abandono, as perguntas de “cadê o namoradinho?” – “vocês são amigas?”; as violências que transbordam a tortura psicológica e a invisibilidade, estas que ceifam as vidas como a ação racista e lesbofóbica da polícia – tal qual Luana Barbosa (2016); as que geram suicídio, tal qual Mayara Leão (2019); estupros corretivos, lesbocídios… não geram comoção, campanhas, protestos, nem mesmo na comunidade negra. Estas violências são reações de extrema letalidade aos nossos modos de ser, viver e amar, pela potência revolucionária de rompimento ao racismo patriarcal.

Nossas vivências, atravessadas por violências das mais diversas, mas também por felicidades insurgentes, urgem organização política. É o sentimento que ficou da noite da última quinta-feira (29), em nós sapatonas, que estivemos no Caras e Bocas.

O luxo motivacional da escrita – que citei, foi a diversidade do compartilhamento, da coerência e fazeres políticos, das risadas frouxas, de pensar o que seria uma cultura política lésbica, negra e decolonial. O luxo de ouvir sapatonas griôs com tantas décadas dedicadas a militância, que abriram os caminhos da luta e da visibilidade, como Valdecir Nascimento (do Odara) e Heliana Hemetério (da Rede de Mulheres Negras do Paraná ; Candaces); as mais jovens que trouxeram com tanta qualidade o ser lésbica, negra, no meio de tantas outras pluralidades como fez Flávia Nascimento (do blog Ibiri das Pretas), Jész Ipolito (ANJF ; blog Gorda&Sapatão), Milly Costa (Sapas Gordas ; Coletivo Elekô) e Danúbia Késsia (Coletivo Elekô); as que usam da arte como ferramenta de combate como Fabíola Silva (Cine Quebradas); as que se atrevem a disputar as estruturas da política institucional como Jandira Mawusi e Lívia Ferreira (Coletivo LesbiBahia ; Rede Sapatá); o luxo de estarmos vivas, juntas, socializando, desfrutando das artes e fazendo política.

Valdecir Nascimento (a esq) e Heliana Hemetério (a direit).

A experiência de ter vivido este momento, e que reflete nesse entusiasmo apaixonado pela política, só encontra a calma, em mim, na escrita. Nestas horas me lembro porque comecei a escrever em diários ainda criança, ou porque escrevia entre as crises existenciais adolescentes quando não conseguia conversar com ninguém, e só escrever me acalmava, porque resolvi ser jornalista. “Pois é pela poesia que nós damos nome àquelas ideias que estão – até o poema – inominadas e desformes, ainda por nascer, mas já sentidas”, nos ensinou Audre Lorde no texto Poesia Não é Luxo. Pois sim, Audre, se o luxo do sistema-mundo se configura na exorbitância do capital, nosso luxo sem valor de mercado é a integridade das nossas, empenhadas na construção do Bem Viver.

A noite terminou com o pacto: forjar mais espaços políticos e de socialização lésbica na cidade. Depois da roda de conversa, das performances, dos arrocha e boleros que dançamos, eis que chega Rai e Luci. Assim como Rose e Alexandra, o casal donas do Bar Caras e Bocas, Rai e Luci são as donas de outro bar LGBT – a famosa Laje da Rai, com mais de 20 anos funcionando no Centro de Salvador para o público LGBT, frequentado sobretudo por lésbicas e gays negres e periférices. O bar que gentilmente nos recebeu nas duas edições lotadas e inesquecíveis da Ocupação Sapatão.

Falar nisso, Aline, Paulinha, Jaque, Jesz, Lili, Naiara e Sheila, a festa Ocupação Sapatão – O Retorno é urgência!

No mais, só agradecer a cada uma de nós que estivemos juntas nesta noite celebrando nossa existência. Obrigada especialmente as minhas parceiras de luta Odara sapatonas: Val, Paulinha, e Naiara – que é minha parceira no amor e na vida, a Benilda, que não pode estar presente mas estava em nós. Obrigada pela oportunidade de impulsionarmos este encontro.

 

Que sejamos sempre Trovão!

 


Saiba mais sobre o Selo VALDECIR NASCIMENTO: POR UMA EPISTEME NEGRA E FEMINISTA



Publicado em: 15 de ago de 2019

O Selo em defesa da diversidade VALDECIR NASCIMENTO: POR UMA EPISTEME NEGRA E FEMINISTA representa o reconhecimento do trabalho feito por pesquisadores/as independentes,pela comunidade acadêmica- Docentes, Discentes graduandos e pós-graduandos -, empresas públicas e privadas,que têm a diversidade, a equidade e agenciamento epistêmico como basilares na sua produção de científica e no desenvolvimento cotidiano de novas concepções de gestão de pessoas e cultura organizacional para alcançarem a igualdade de raça,gênero e sexo em nossa sociedade. O Selo é uma certificação que atesta que a organização promove a igualdade no seu ambiente institucional, tendo cumprido mais de 70% das ações do plano.

O Selo em defesa da diversidade VALDECIR NASCIMENTO: POR UMA EPISTEME NEGRA E FEMINISTA deve funcionar como uma forma de seduzir e sensibilizar a comunidade acadêmica, sociedade, organismos de direitos humanos, financiadores de pesquisas e o público em geral. Esse selo funciona como uma fonte de publicização, na medida em que funciona também como uma ferramenta de divulgação e publicidade da produção científica, constando a prática política do/a pesquisador/a, da instituição, a forma de abordar os conhecimentos socialmente produzidos e quais os valores que estes prezam.

Ao obter esse Selo, esses solicitantes estarão assumindo o compromisso de desenvolver ações de enfrentamento e combate ao epistemicídio tanto na forma em que essas questões são tratadas em seus trabalhos de pesquisas e publicações – no caso de pesquisadores/as -, de fazer um censo etnicorracial, gênero e sexo, assim como desenvolver, promover e fomentar ações de enfrentamento ao racismo no âmbito da organização, apresentando propostas que serão analisadas por um Comitê Gestor formado para este fim, composto de organizações representativas da sociedade civil organizada e academia e empresas.

A adoção do SELO VALDECIR NASCIMENTO: POR UMA EPISTEME NEGRA E FEMINISTA por parte dos pesquisadores/as, comunidade acadêmica e empresas proporcionará ganhos, tanto do ponto de vista da responsabilidade com o enfrentamento ao racismo, sexismo, LGBTQI, epistemicídio e tantas outras formas de opressão, como com relação à perspectiva eurocêntricas. Isso porque, numa produção/ambiente de reconhecimento onde há políticas de promoção da diversidade, pesquisadores/as e as pessoas de um modo geral se sentem reconhecidas e valorizadas em suas especificidades, promovendo ainda uma melhor qualidade nos trabalhos produzidos.

A adoção de uma política de equidade aumenta as chances da descoberta de talentos, pois a pesquisa e as práticas serão capaz de identificá-los/as em diversos grupos, reunindo, assim, talentos diversificados, o que favorece a esta qualidade.

As inscrições para este ano serão abertas a partir de novembro diretamente no site do Odara Instituto da Mulher Negra.

Eventuais dúvidas sobre o Programa podem ser dirimidas através do Manual de Orientação do SELO VALDECIR NASCIMENTO: POR UMA EPISTEME NEGRA E FEMINISTA, a ser publicado durante este período.


Agenda do Julho das Pretas na Bahia conta com mais de 150 atividades



Publicado em: 11 de jul de 2019

 

Com o tema Mulheres Negras por Um Nordeste Livre, a 7ª edição do Julho das Pretas traz mais de 150 atividades durante todo o mês de julho em Salvador, Região Metropolitana e nos demais municípios do interior da Bahia. Articulado por ativistas e organizações de mulheres negras de toda região Nordeste do país, a ação de incidência política busca mobilizar milhares de pessoas da região, durante todo o mês de julho, através de uma agenda coletiva de atividades em celebração ao 25 de julho – dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

O tema do Julho das Pretas deste ano tem o objetivo de destacar a vanguarda da região nas lutas por liberdade, contra o racismo, o patriarcado, a democracia plurirracial e pelo Bem Viver. No dia 25 de julho acontece, em Salvador a Marcha das Mulheres Negras Por Uma Bahia Livre, a fim de ressaltar a importância da população negra da região Nordeste contra o fascismo e o retrocesso de direitos. Este ano é a 3ª Edição da Marcha do 25 de julho em Salvador, e 2ª Edição em Aracajú (SE). Todos os estados da região Nordeste promoverão atividades no dia.

“O Julho das Pretas em todas as suas edições teve como finalidade incidir na conjuntura política do país e apontar caminhos.  O tema deste ano vem para reafirmar a força política das mulheres negras na região Nordeste, bem como, nossas narrativas de luta por liberdade ao longo da história. Na região Nordeste temos vivenciado de maneira intensa o recrudescimento do racismo e com isso somos às maiores vítimas do feminicídio, da LBTfobia, da violência doméstica, da mortalidade materna, do extermínio da juventude negra. Quer dizer, só viveremos uma sociedade livre quando o modelo civilizatório tiver centrado no bem viver para todas nós”, aponta a coordenadora executiva do Odara – Instituto da Mulher Negra e da Articulação de Organização de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Valdecir Nascimento.

O Julho das Pretas é desenvolvido a partir de uma agenda conjunta e propositiva com movimentos de mulheres negras da Bahia, região Nordeste, e mais alguns estados do país. As atividades realizadas durante todo o mês reúne mulheres negras plurais bem como, pessoas comprometidas com a construção da equidade racial.

Confira agenda completa: agenda_julho_das_pretas_2019 (6)

SERVIÇO:

O QUÊ – 7ª Edição Julho das Pretas

ONDE – Bahia

QUANDO – Atividades durante o mês de julho


Odara em parceria com as escolas lançam agenda do Julho das Pretas



Publicado em: 11 de jul de 2019

A 7ª edição do Julho das Pretas na Bahia é marcada pela construção da primeira agenda do Julho das Pretas nas escolas da rede pública municipal, estadual e  privada. A primeira agenda do Julho das Pretas nas Escolas é fruto de uma ação conjunta entre o Odara – Instituto da Mulher Negra e professoras, gestoras, coordenadoras das escolas. Para esta edição foram organizadas várias atividades em alusão a luta das mulheres negras na sociedade em celebração ao 25 de Julho  – Dia da Mulher Negra Latinoamericana, Caribenha e da Diáspora. 

Entre as programações temos rodas de conversas, debates, palestras, mostras de filmes, entre outros que serão realizadas nas escolas durante todo o mês de julho e também em agosto. Trabalhar com o Julho das Pretas nas escolas da rede pública é fundamental para a formação de crianças, adolescentes e jovens negrxs, bem como, com a luta por uma educação antirracista, antisexista e comprometida com os direitos humanos e a cidadania.  

Confira: Agenda das Escolas no Julho das Pretas_2019


Saiu a Agenda da 7ª Edição do Julho das Pretas – Mulheres Negras Por Um Nordeste Livre!



Publicado em: 06 de jul de 2019

O Julho das Pretas é uma estratégia de incidência política desenvolvida a partir de uma agenda conjunta e propositiva com movimentos de mulheres negras da Bahia, região Nordeste, e mais alguns estados do país, voltada para o fortalecimento das organizações de mulheres negras. Idealizado em 2013, pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, o Julho das Pretas celebra o 25 de Julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina-americana e Caribenha, e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Este ano o Julho das Pretas terá como tema “Mulheres Negras Por Um Nordeste Livre”, demarcando a resistência histórica das mulheres negras da nossa região nas lutas por liberdade, igualdade e pela democracia. Somos o grupo humano brasileiro que mais disse não ao fascismo nas urnas em 2018. Somos a mão de obra que move o motor do desenvolvimento no Brasil. Somos a contribuição política intelectual que pensa e constrói a sociedade brasileira em toda sua história, e ainda assim somos constantemente apagadas, silenciadas, violadas, e por isso este ano toda região Nordeste grita por liberdade. Construímos os caminhos de liberdade contra o racismo, o sexismo, a violência policial, o feminicídio, o encarceramento em massa e as diversas formas de terrorismo do Estado.

Somos plurais como nossas frentes de luta, demarcadas nas atividades desta agenda. Atuamos por uma infância sem racismo, machismo e violência, por isso construindo atividades como aniversário de bonecas e bonecos, rodas de contação de história e gincana de conhecimentos. Atuamos por uma adolescência segura e com possibilidades de futuro, e por isso temos nesta agenda atividades sobre direitos sexuais e reprodutivos, sexualidade e família, e educação pública de qualidade. Apostamos na juventude, a faixa etária mais numerosa da população brasileira, por isso defendemos o acesso e a permanência nas Universidades, acesso a emprego, a arte e a cultura. Queremos dignidade e felicidade para todas nós, por isso acreditamos na importância das políticas sociais. E acima de tudo sabemos o caminho da construção de uma sociedade mais justa, em que a pluralidade que constitui o Brasil esteja representada – é o nosso manifesto 25 de Julho de 2019 na Marcha das Mulheres Negras, com a 3ª edição em Salvador, e com a 2ª edição em Aracajú. Seguimos em marcha pelo Bem Viver!


Confira agenda do Julho das Pretas 2019 da Rede de Mulheres Negras do Nordeste



Publicado em: 04 de jul de 2019

O Julho das Pretas de 2019 é marcado pelo lançamento da primeira agenda online  do Julho das Pretas da Rede de Mulheres Negras do Nordeste. A agenda foi construída em conjunto com as organizações que compõe a Rede. Este ano o Julho das Pretas tem como tema “Mulheres Negras Por Um Nordeste Livre”, demarcando a resistência histórica das mulheres negras da  região Nordeste nas lutas por liberdade, igualdade e pela democracia. As mulheres negras brasileiras disseram  não ao fascismo nas urnas em 2018. As mulheres negras tem uma ampla contribuição política intelectual que pensa e constrói a sociedade brasileira em toda sua história, e ainda assim são constantemente apagadas, silenciadas, violadas, e por isso este ano toda região Nordeste grita por liberdade. São gritos que reforçam os caminhos de liberdade contra o racismo, o sexismo, a violência policial, o feminicídio, o encarceramento em massa e as diversas formas de terrorismo do Estado.

A Rede de Mulheres Negras tem um papel fundamental na mobilização, articulação e incidência das mulheres negras desde a sua criação em 2012. Confira Agenda_RedeDeMulheresNegrasDoNordeste_JulhoDasPretas 


7ª Edição do Julho das Pretas – Mulheres Negras Por Um Nordeste Livre!



Publicado em: 01 de jul de 2019

O Julho das Pretas é uma estratégia de incidência política desenvolvida a partir de uma agenda conjunta e propositiva com movimentos de mulheres negras da Bahia, região Nordeste, e mais alguns estados do país, voltada para o fortalecimento das organizações de mulheres negras. Idealizado em 2013, pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, o Julho das Pretas celebra o 25 de Julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina-americana e Caribenha, e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Este ano o Julho das Pretas terá como tema “Mulheres Negras Por Um Nordeste Livre”, demarcando a resistência histórica das mulheres negras da nossa região nas lutas por liberdade, igualdade e pela democracia. Somos o grupo humano brasileiro que mais disse não ao fascismo nas urnas em 2018. Somos a mão de obra que move o motor do desenvolvimento no Brasil. Somos a contribuição política intelectual que pensa e constrói a sociedade brasileira em toda sua história, e ainda assim somos constantemente apagadas, silenciadas, violadas, e por isso este ano toda região Nordeste grita por liberdade. Construímos os caminhos de liberdade contra o racismo, o sexismo, a violência policial, o feminicídio, o encarceramento em massa e as diversas formas de terrorismo do Estado.

Somos plurais como nossas frentes de luta, demarcadas nas atividades desta agenda. Atuamos por uma infância sem racismo, machismo e violência, por isso construindo atividades como aniversário de bonecas e bonecos, rodas de contação de história e gincana de conhecimentos. Atuamos por uma adolescência segura e com possibilidades de futuro, e por isso temos nesta agenda atividades sobre direitos sexuais e reprodutivos, sexualidade e família, e educação pública de qualidade. Apostamos na juventude, a faixa etária mais numerosa da população brasileira, por isso defendemos o acesso e a permanência nas Universidades, acesso a emprego, a arte e a cultura. Queremos dignidade e felicidade para todas nós, por isso acreditamos na importância das políticas sociais. E acima de tudo sabemos o caminho da construção de uma sociedade mais justa, em que a pluralidade que constitui o Brasil esteja representada – é o nosso manifesto 25 de Julho de 2019 na Marcha das Mulheres Negras, com a 3ª edição em Salvador, e com a 2ª edição em Aracajú. Seguimos em marcha pelo Bem Viver!

 

Faça o dowload da agenda logo abaixo, e veja online aqui


Inscrições de atividades para agenda coletiva da 7ª edição do Julho das Pretas na Bahia



Publicado em: 05 de jun de 2019

 

Chegou a 7ª edição do Julho das Pretas! Este ano o tema será: Mulheres Negras por Um Nordeste Livre,  e o movimento de mulheres negras  pretende articular, mobilizar e organizar atividades em Salvador, Região Metropolitana e nos demais municípios do interior da Bahia durante todo o mês de Julho.

Quer que sua atividade faça parte da agenda da 7ª edição Julho das Pretas? Acessa nosso site e inscreva a atividade da sua organização, Universidade, escola, coletivo, articulação. No formulário coloque a data da atividade, o horário, o local (com endereço onde acontecerá a atividade) e o nome da organização, grupo realizador. Acesse o formulário, aqui.