7ª Edição do Julho das Pretas – Mulheres Negras Por Um Nordeste Livre!



Publicado em: 01 de jul de 2019

O Julho das Pretas é uma estratégia de incidência política desenvolvida a partir de uma agenda conjunta e propositiva com movimentos de mulheres negras da Bahia, região Nordeste, e mais alguns estados do país, voltada para o fortalecimento das organizações de mulheres negras. Idealizado em 2013, pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, o Julho das Pretas celebra o 25 de Julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina-americana e Caribenha, e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Este ano o Julho das Pretas terá como tema “Mulheres Negras Por Um Nordeste Livre”, demarcando a resistência histórica das mulheres negras da nossa região nas lutas por liberdade, igualdade e pela democracia. Somos o grupo humano brasileiro que mais disse não ao fascismo nas urnas em 2018. Somos a mão de obra que move o motor do desenvolvimento no Brasil. Somos a contribuição política intelectual que pensa e constrói a sociedade brasileira em toda sua história, e ainda assim somos constantemente apagadas, silenciadas, violadas, e por isso este ano toda região Nordeste grita por liberdade. Construímos os caminhos de liberdade contra o racismo, o sexismo, a violência policial, o feminicídio, o encarceramento em massa e as diversas formas de terrorismo do Estado.

Somos plurais como nossas frentes de luta, demarcadas nas atividades desta agenda. Atuamos por uma infância sem racismo, machismo e violência, por isso construindo atividades como aniversário de bonecas e bonecos, rodas de contação de história e gincana de conhecimentos. Atuamos por uma adolescência segura e com possibilidades de futuro, e por isso temos nesta agenda atividades sobre direitos sexuais e reprodutivos, sexualidade e família, e educação pública de qualidade. Apostamos na juventude, a faixa etária mais numerosa da população brasileira, por isso defendemos o acesso e a permanência nas Universidades, acesso a emprego, a arte e a cultura. Queremos dignidade e felicidade para todas nós, por isso acreditamos na importância das políticas sociais. E acima de tudo sabemos o caminho da construção de uma sociedade mais justa, em que a pluralidade que constitui o Brasil esteja representada – é o nosso manifesto 25 de Julho de 2019 na Marcha das Mulheres Negras, com a 3ª edição em Salvador, e com a 2ª edição em Aracajú. Seguimos em marcha pelo Bem Viver!

 

Faça o dowload da agenda logo abaixo, e veja online aqui


Inscrições de atividades para agenda coletiva da 7ª edição do Julho das Pretas na Bahia



Publicado em: 05 de jun de 2019

 

Chegou a 7ª edição do Julho das Pretas! Este ano o tema será: Mulheres Negras por Um Nordeste Livre,  e o movimento de mulheres negras  pretende articular, mobilizar e organizar atividades em Salvador, Região Metropolitana e nos demais municípios do interior da Bahia durante todo o mês de Julho.

Quer que sua atividade faça parte da agenda da 7ª edição Julho das Pretas? Acessa nosso site e inscreva a atividade da sua organização, Universidade, escola, coletivo, articulação. No formulário coloque a data da atividade, o horário, o local (com endereço onde acontecerá a atividade) e o nome da organização, grupo realizador. Acesse o formulário, aqui.

 

 

 


“Quem tem voz no Brasil?”: Evento promove debate sobre educação e liderança no Brasil



Publicado em: 04 de jun de 2019

 

Promovido pela embaixadora da Região Nordeste da BrazilConference 2019, Aniele Berenguer (UFBA), ocorrerá no dia 11 de junho, terça-feira, das 14h às 20h, no Auditório do PAF 1 da Universidade Federal da Bahia (UFBA), campus Ondina, o evento “Quem tem voz no Brasil?”. A iniciativa buscará debater educação e liderança no contexto brasileiro numa perspectiva interseccional, refletindo sobre gênero, raça e classe. As inscrições poderão ser feitas gratuitamente a partir de quarta-feira, 05 de junho, na página doevento. As vagas são limitadas.

A proposta faz parte do Centro Regional BrazilConference– edição Salvador –, que tem por objetivo multiplicar os debates e discussões ocorridos durante a conferência,realizada em abril deste ano, na Universidade deHarvard e MIT (Massachusetts Instituteof Technology), nos Estados Unidos.Na edição da Região Nordeste, haverá dois painéis temáticose um bate papo, sobre educação e liderança, que contarão com cinco palestrantes convidadas.As atividades serãomediadas pelo grupo de influenciadoras digitais Nagonianas.

O primeiro painel, denominado “Educação para quem?”, debaterá o acesso ao espaço universitário, com a participação de Cássia Maciel, Pró-reitora de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil da UFBA; de Deane de Jesus, estudante eidealizadora do projeto de extensãoComucidade – Formações e Práticas em Psicologia Comunitária Latinoamericana; e da Profa. Dra. Liliane Bittencourt, fundadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero, Raça e Saúde (NEGRAS).

Após o coffee break, ocorrerá o segundo painel, “Liderança para quê?”, que refletirá sobre a importância da liderança e seu impacto através dos cases de Gabi Oliveira,comunicadora social, youtuber(canal DePretas) e ativista, e Luana Genot,fundadora e diretora executiva do Instituto Identidades do Brasil(ID_BR), publicitária e escritora.

As vagas são limitadas e a inscrição é gratuita. O evento é aberto para estudantes, professores e membros da comunidade externa. Os interessados podem se inscrever através do formulário online, disponível na página do evento.

 

Evento: Quem tem voz no Brasil?

Quando: 11 de junho, das 14h às 20h.

Onde: Auditório do PAF 1, UFBA, campus Ondina.

Quanto: Gratuito, mediante inscrição online.

Instagram: @quemtemvozbrasil

Informações: quemtemvoznobrasil@gmail.com

Sobre a organizadora – Aniele Berenguer

 

Aniele Berenguer (22), estudante do quinto semestre do curso de Psicologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi selecionada para representar o Brasil em dois importantes eventos internacionais: o BrazilConferenceat Harvard & MIT, em abril, nos Estados Unidos, e o Girls 20, em maio, no Japão.

A BrazilConferenceat Harvard & MIT é uma conferência realizada pela comunidade brasileira de estudantes na Universidade Harvard e no Massachusetts Instituteof Technology, em Boston. Ela integrou um grupo de 10 estudantes do país, dois de cada região, selecionados para participar do evento, que aconteceuentre 5 a 7 de abril, nos Estados Unidos.

O Girls 20 Summit, é um importante evento de liderança para mulheres lançado em 2009 pela Iniciativa Global Clinton, que seleciona 20 jovens oriundas do G-20, abreviatura de Grupo dos 20, as 19 maiores economias nacionais do mundo e da União Europeia (UE). O evento ocorreu entre 24 e 31 de maio, em Tóquio, no Japão, onde debateu questões de gênero e as condições de vida das mulheres no mundo atual.

Com a promoção do debate “Quem tem voz no Brasil?”, a estudante pretende dar visibilidade a referências negras e ampliar os debates sobre racismo e machismo dentro do espaço universitário, replicando os conhecimentos e as experiências adquiridas com a sua participação nos eventos internacionais.


Estatuto da Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa é aprovado em Salvador



Publicado em: 30 de maio de 2019

Movimentos Negros e povo de axé comemora resultado.

Com muita  luta e articulação d@s parlamentares de esquerda da Câmara de Vereadores de Salvador foi aprovado nesta quarta-feira (29), o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa. O projeto de lei tramitou durante 10 anos na casa legislativa, quando foi protocolado por Olivia Santana (PCdoB), atualmente deputada estadual. O estatuto seguirá para a sanção do prefeito ACM Neto que, por lei, tem o direito de fazer alterações, se julgar necessário.

Toda a discussão girava em torno da criação de um novo artigo que incluísse o termo “e outras religiões” após cada menção às de matriz africana no projeto.

A aprovação representa uma grande vitória para as religiões de matriz africana e para toda a população negra de Salvador.

Foto do card: Fafá Araujo


LISTA DE PARTICIPANTES APROVADAS PARA O CURSO “O legado de bell hooks para a ação política e reflexiva das mulheres negras”



Publicado em: 16 de maio de 2019

O curso acontecerá dia 23 de maio, 14h, na sede da CESE. O curso será ministrado pela professora doutora em comunicação Rosane Borges. Segue abaixo a lista de participantes:

 

Eveline Pena

Daniele Rocha

Ceres Santos

Luana de Oliveira

Indiara dos santos

Sandra Andrade

Marluce Santana

Margarida Maria Oliveira Conceição

Monyra

Deysi Cruz

Lola Silva

Daiane Feliciano

Natália Alcântara

Lara Carina Amorim

Camila Vieira

Juliana Alves

Andreza Santos

Mabel Freitas

Elaine Angélica

Leide Araújo

Ester

Carolina Barros

Izzadora Sá

Cíntia Lima

Suzana Maiara Costa

Rosa Meire C. de Oliveira

Kayanara Leeb

Edna Abadia

Jész Ipolito

Marina Amaral

Emanuele Celina

Lorena Lima

Djentilâme

Janja Araujo

Ed Muniz

Jamile Araujo

Elis Tanajura

Márcio Paim

Rosana Fernandes

Liana vieira

Tarde Jessica

Regiane Regis

Silvânia Cerqueira

SILENE

Giovanna Hemerly

Josinélia

Bruna Hercog

Jaqueline Portela

REJANE MATOS

Mirela Santiago

Dora Almeida

Hildete Damasceno Vergne

Daiane Sousa

Cândida Moraes

Taiana Lemos

Bruna Bastos


Instituto Odara realiza em Salvador o lançamento do novo livro de bell hooks, “Olhares negros”



Publicado em: 09 de maio de 2019

O lançamento contará com a presença da jornalista e intelectual negra, Rosane Borges

 

O livro “Olhares negros: raça e representação”, da pensadora negra feminista norte-americana bell hooks, será lançado em Salvador, no dia 23 de maio, às 18h, na sede da CESE, na Graça. O lançamento será realizado com a presença da jornalista, intelectual e feminista Rosane Borges, que escreveu o prefácio do livro.

O livro tem sido considerado uma das mais importantes publicações da Editora Elefante. Em entrevista, bell hooks diz que “nenhum outro livro de crítica cultural que eu tenha escrito é tão essencial para a nossa compreensão das ligações entre raça, representação, questões de autodefinição das pessoas negras e a descolonização de todos nós”, diz a autora.

Lançado originalmente em 1992, olhares negros foi relançado nos Estados Unidos em 2015, e agora chegou ao Brasil e as repúblicas nordestinas. Em março foi lançado no Maranhão. Em entrevista para a Editora Elefante Rosane Borges reflete sobre a importância deste clássico. “Não há como negar que Olhares negros é um livro que nasce clássico, desafiando as políticas de visibilidade e as noções de representação, levando em conta o que significou e o que significa o processo de colonização e dominação nos países marcados pela pior tragédia da humanidade: a escravidão transatlântica”, explica Rosane Borges, no texto que abre o livro.

Você não pode perder!

O que ? Lançamento do livro “Olhares negros”, de Bell Hooks em Salvador
Quando? Quinta-feira, 23 de maio; Às 18h
Onde? Na Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), R. da Graça, 164 – Graça, Salvador


Instituto Odara realiza minicurso sobre o legado da escritora negra bell hooks



Publicado em: 09 de maio de 2019

 

O curso, ministrado pela jornalista e intelectual negra Rosane Borges, será gratuito

 

Estão abertas as inscrições online para o minicurso: “O legado de bell hooks para a ação política e reflexiva das mulheres negras”. A aula será ministrada por Rosane Borges, que escreveu o prefácio do livro “Olhares negros: raça e representação”, da pensadora negra afro-americana bell hooks.

O curso é realizado pelo Odara em parceria com a CESE e a Fundação Rosa de Luxembrugo. E acontecerá no dia 23 de maio, das 14h às 17h30, na sede da Cese, na Graça (Salvador).

Serão disponibilizadas 30 vagas para participaçãoo. Faça sua inscrição AQUI

 

Sobre bell hooks

Gloria Jean Watkins, conhecida pelo pseudônimo de bell hooks, nasceu em Hopkinsville, 25 de setembro de 1952. A autora de mais de 30 livros sobre raça, feminismo negro, afetividade e representação, entre outros temas, é ativista e teórica reconhecida em todo mundo.

O nome “bell hooks” foi inspirado na sua bisavó materna, Bell Blair Hooks. A escolha da letra minúscula é justificada pelo interesse da autora em dar mais enfoque ao conteúdo desenvolvido em suas obras e menos a sua pessoa.

A ativista, influenciada pela obra de Paulo Freire, fundou em 2014 o “bell hooks Institute”, em Berea College, em Kentucky, Estados Unidos.


SEMINÁRIOS DEBATEM ARTICULAÇÃO COMUNITÁRIA E DIREITOS HUMANOS NAS REGIÕES DO CABULA E PENÍNSULA DE ITAPAGIPE



Publicado em: 24 de abr de 2019

Poder público, organizações e moradores das comunidades do Cabula e da Península de Itapagipe, em Salvador, reúnem-se em seminários que irão debater direitos humanos, nas próximas quinta e sexta feiras (25 e 26 de abril). As atividades terão como foco a incidência política comunitária nos eixos: direito à cidade, educação, saúde, moradia e cultura. As ações fazem parte do “Projeto Jovens mulheres refletindo saúde, direito e saberes” desenvolvido pelo Odara – Instituo da Mulher Negra e Fundo Baobá, em parceria com a Associação Cultural Odeart e o Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA), e com apoio da Caixa Econômica Federal.

Ao longo do projeto foram realizados debates e formação sobre fortalecimento territorial, tomando como base o plano de desenvolvimento local criado por organizações comunitárias da Península de Itapagipe. Os seminários – que encerram uma etapa do projeto – tem por objetivo realizar a mobilização destas comunidades para a elaboração e atualização de um plano de ação coletiva para assegurar os direitos à saúde, acesso à educação, à cultura, à moradia e fortalecimento local das redes comunitárias. O evento também acolherá denuncias de violação de direitos humanos e negligencias para efetivação das políticas públicas.

Apesar do intercâmbio de experiências entre as regiões, cada seminário debaterá as especificidades locais. A primeira rodada de debates acontecerá no bairro do Uruguai, na quinta-feira (25), das 13h às 17h, no Espaço Cultural Alagados. Já o segundo seminário, no Cabula, será na sexta-feira (26), das 9h às 17h, no Centro Cultural de Narandiba. Os dois seminários devem contar com público de aproximadamente 200 participantes, incluindo representantes do poder público, organizadores e apoiadores do projeto, além daCoordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE), Organização Vida Brasil, e intervenção da juventude do Sarau da Onça.

Andrea Sena, da Associação Cultural Odeart, fala da Rede Cabula Vive!, articulação comunitária fruto do projeto. “Esta experiência foi um meio facilitador pra estabelecimento do diálogo entre as organizações da região, sobretudo, as que desenvolvem trabalhos sociais, culturais e educacionais, e o poder público, proporcionando um melhor conhecimento mútuo das nossas ações”, afirmou Sena.

 Já Raimundo Nascimento, do CAMA, ressaltou a importância da ação para fortalecer e ativar as organizações e coletivos dos territórios envolvidos no projeto. “A ação tem um papel fundamental na ativação das forças vivas dos territórios de Itapagipe e Cabula. Forças das organizações sociais, da sociedade civil e do setor produtivo dos dois territórios focadas na construção de um caminho de desenvolvimento territorial visando à melhoria da qualidade de vida das populações”, declarou Nascimento.

VELHAS LUTAS, NOVAS PRÁTICAS NO MOVIMENTO SOCIAL

É o tema do seminário no bairro do Uruguai, que será realizado na próxima quinta-feira (25), das 13h às 17h, no espaço Cultural Alagados.  A proposta é avaliar a caminhada da Rede CAMMPI – Comissão de Articulação, Mobilização dos Moradores da Península de Itapagipe, que há mais de 20 anos vem atuando para garantia dos direitos da população da Península de Itapagipe.

A atuação da Rede Cammpi, na agenda dos direitos à moradia, cidade, cultura e em defesa do meio ambiente, é uma referência no estado da Bahia e no Brasil. Foi a partir da articulação comunitária local que os moradores enfrentaram as palafitas, a falta de saneamento básico e a degradação total do meio ambiente em toda região. Com a criação do Plano Referencial de Desenvolvimento, a Cammpi apresentou para toda a cidade as  expectativas coletivas para assegurar vida digna para todos os moradores.

Após 25 anos de atuação, a Rede CAMMPI pretende avaliar sua caminhada no movimento social, para reforçar a incidência política comunitária. O seminário será apenas o inicio de um processo de escuta sobre novas experiências locais, nacionais e internacionais aplicadas no movimento social que possam ajudar a construir uma metodologia mais eficiente para o fortalecimento da luta e das comunidades da Península de Itapagipe. “Nossa idéia é organizar um espaço onde a comunidade e diversos atores e atrizes possam pensar sobre nossas trajetórias, o que fizemos até agora e os vários espaços de lutas comunitárias”, declarou Raimundo Nascimento, que também compõe a Rede CAMMPI.

 

SEMINÁRIO REDE CABULA VIVE! – CAMINHOS PARA FORTALECER O DESENVOLVIMENTO LOCAL

No dia seguinte, sexta-feira (26), é a vez do seminário no Cabula, que acontecerá no Centro Social Urbano (CSU) de Narandiba, das 9h às 17h. O 1º Seminário da Rede Cabula Vive, vai discutir  caminhos para fortalecer o desenvolvimento local e tem como objetivo levantar discussões e proposições acerca das principais problemáticas enfrentadas pelas comunidades e organizações sociais da região do Cabula.

A Rede Cabula Vive é composta por mais de 16 associações comunitárias da região do Cabula, e foi criada a partir de um método participativo, que aponta para um modelo de gestão compartilhada do território, em que a sociedade civil identifica, discute, planeja e aciona os atores sociais (poder público, organizações privadas, comunidades, organizações sociais) para a resolução de problemáticas de interesse público, bem como, apoiando as potencialidades já existentes no território.

Durante o seminário, a Rede Cabula Vive!, formada até então por organizações de sete bairros da região (Engomadeira, Arraial do Retiro, Arenoso, Beiru, Mata Escura, Estrada das Barreiras e Narandiba), apresentará um Plano de Desenvolvimento Sustentável para o Cabula. A região do Cabula enfrenta altos índices de violência contra a juventude negra, e em 2014, toda a região foi impactada com a chacina que matou 13 adolescentes e jovens, e ficou internacionalmente conhecida como Chacina do Cabula. Outras problemáticas constantes na comunidade é a falta de políticas de moradia, de limpeza urbana, de transporte e de creches para as crianças.

 

SERVIÇO:

O QUÊ: Seminário Velhas lutas, novas práticas no movimento social.

ONDE: Centro Cultural Alagados; QUANDO: 25 de abril, das 13 às 17h.

O QUÊ: Seminário Rede Cabula Vive – Caminhos para fortalecer o desenvolvimento local

ONDE: Centro Social Urbano de Narandiba; QUANDO: 26 de abril, das 9h às 17h

 

Contatos:

Naiara Leite – 71. 99718.5144

Raimundo Nascimento – 71. 98894.4649 (CAMA)

Tiago Zion – 98761.9835 (REDE Cabula Vive)


Boletim Odara 03 #MarçoDeLutas



Publicado em: 16 de abr de 2019

Os últimos quatro anos são marcados por um período de amplos retrocessos, violação e perdas de
direitos, violência, e reafirmação de uma política de morte, especialmente, para a população negra e
indígena. São tempos de reafirmação dos movimentos sociais, que temos, entre as lutas diárias, a tarefa
de defender nossas vidas, existência, nosso direito à fala, expressão e, principalmente, de fortalecer a luta
antirracista e defender o projeto político de nação que esteja centrado na garantia do bem viver para
todas as pessoas.

Este ano o Odara – Instituto da Mulher Negra criou o “Março de Lutas” – uma agenda com o intuito de
cruzar as grandes agendas internacionais de luta contra o racismo e o sexismo. O mês de março é
internacionalmente conhecido como o mês das mulheres na luta contra o patriarcado, celebrado
oficialmente dia 8 de março.

Também no dia 14 de março de 2019 faz um ano que a militante negra e parlamentar Marielle Franco foi
executada e o Estado brasileiro ainda não nos apresentou respostas. Neste dia homenageando o
nascimento de duas estrelas negras que tiveram grande contribuição para a luta negra brasileira: Carolina
Maria de Jesus e Abdias Nascimento. Já no dia 16 de março de 2019 fez 5 anos que a trabalhadora
Claúdia Ferreira foi assassinada por PMs do Rio de Janeiro e arrastada do lado de fora da viatura.

É também em março, dia 21, que celebramos o dia internacional de luta pela eliminação da
discriminação racial. Ainda no dia 27 de março celebramos o nascimento de outra estrela negra brasileira,
Luiza Bairros, que tem inspirado homens e mulheres negras além do seu tempo com seu legado.

O Março de Lutas é mais uma tática de reafirmar a resistência negra nesse país. É a forma de celebrar o
legado dos homens e mulheres negras que morreram lutando para consolidação de um projeto político
em que a população negra tivesse sua humanidade, cidadania e direitos reconhecidos e assegurados.
Continuaremos em marcha até que todas as Marielles, Claudias, Carolinas, Abdias e Luizas tenham
direito à vida e ao bem viver.

 

FIQUE SABENDO DAS NOSSAS AÇÕES

 

ACESSE O BOLETIM ODARA Nº 3 AQUI


Ebook 5ª edição do Julho das Pretas – Mulheres Negras transversais do Tempo: Negras Jovens Enfrentando o Racismo, a Violência Pelo Bem Viver



Publicado em: 05 de fev de 2019

Confira ebook com textos e informações do “Mulheres Negras Transversais do Tempo”, que aconteceu durante a 5ª edição do Julho das Pretas na Bahia. A edição realizada em 2017 teve como foco potencializar o debate sobre o enfrentamento ao racismo, a violência e pelo Bem Viver, a partir das trocas intergeracionais entre mulheres e jovens negras.. Veja aqui: ebook_julho_das_pretas