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Jovens negras escrevem a história e guardam a memória

LINHA DO TEMPO DOS PROCESSOS POLÍTICOS OCORRIDOS NO BRASIL PÓS MARCHA DAS MULHERES NEGRAS EM 2015

A linha do tempo é um produto das formações da Escola de Ativismo e Formação Política Beatriz Nascimento, do Odara – Instituto da Mulher Negra. Construída por jovens negras do Nordeste, apresenta marcos e memórias dos 10 anos da Marcha das Mulheres Negras, afirmando o protagonismo, a resistência e os caminhos de luta por justiça racial e pelo Bem Viver.

2015
Lei nº 13.104/2015 – Lei do Feminicídio

Aprovada em março de 2015, a Lei nº 13.104 incluiu o feminicídio no Código Penal brasileiro como circunstância qualificadora do homicídio e o inseriu no rol dos crimes hediondos. A legislação reconhece a gravidade dos assassinatos de mulheres em razão de sua condição de gênero, mas deixa de contemplar a dimensão racial dessa violência, mesmo com a maioria das vítimas sendo mulheres negras. A Lei do Feminicídio foi um marco na luta por justiça de gênero, fruto da mobilização de movimentos feministas e de direitos humanos. No entanto, ao não considerar o racismo como fator estruturante, a lei reproduz a invisibilização histórica das violências que atingem de forma mais brutal as mulheres negras no Brasil.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver

Realizada em Brasília, a Marcha das Mulheres Negras reuniu mais de 100 mil mulheres negras de todas as regiões do Brasil. O ato histórico marcou a luta coletiva contra o racismo, o sexismo e a violência, afirmando também o direito ao bem viver como horizonte político e social. A Marcha se consolidou como um marco na história do movimento de mulheres negras no país, viabilizando suas demandas, vozes e protagonismo na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Carta das Mulheres Negras 2015

A Carta da Marcha das Mulheres Negras foi construída coletivamente e entregue à Presidência da República e à sociedade brasileira como um documento analítico e político. Elaborada a partir das vozes, lutas e experiências das mulheres negras, a Carta trouxe uma declaração histórica que denunciou o racismo, o sexismo e as desigualdades estruturais que marcam a vida dessas mulheres em todo o país. Esse marco representou não apenas uma reivindicação por políticas públicas efetivas, mas também um gesto de afirmação da identidade e da resistência das mulheres negras. O documento consolidou demandas por justiça social, dignidade, democracia e garantia de direitos, sendo reconhecido como uma referência fundamental na luta feminista e antirracista no Brasil.

2016
Aumento de Mulheres Autodeclaradas Negras Eleitas nos Municípios
Eleições Municipais elegem um total de 3.308 mulheres autodeclaradas negras no Brasil, representando uma taxa de 61% de aumento em relação às Eleições Gerais de 2014. Dentre elas, foram eleitas: Áurea Carolina (PSOL/BH), Marielle Franco (PSOL/RJ), Marta Rodrigues (PT/BA) e Talíria Petrone (PSOL/RJ).
Reconhecimento do nome social e da identidade de gênero em órgãos públicos federais

O reconhecimento do nome social e da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais em órgãos públicos federais marcou um avanço na luta por dignidade e cidadania. Resultado da mobilização de movimentos sociais, especialmente de mulheres negras trans e travestis, o decreto afirma o direito à existência plena. Ainda que sejam muitos os desafios, o Estado brasileiro segue em dívida com a população trans e travesti, cuja sobrevivência ainda é um ato de resistência.

Impeachment da presidenta Dilma Rousseff

O processo de golpe vivenciado pela presidenta Dilma Rousseff representou uma ruptura democrática no Brasil, com efeitos severos sobre políticas de gênero, raça e território. A partir desse marco, houve cortes significativos em políticas públicas de proteção social, agricultura familiar, igualdade racial e combate à violência contra a mulher. Esse cenário resultou no enfraquecimento de avanços conquistados por meio da luta dos movimentos sociais, atingindo de forma direta a vida das mulheres, especialmente as mulheres negras e periféricas, que passaram a enfrentar maiores vulnerabilidades diante da redução de direitos e investimentos estatais.

Extinção do Ministério da Igualdade Racial

Com a reorganização ministerial após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o Ministério da Igualdade Racial foi extinto e incorporado a outras pastas. Essa medida representou um retrocesso institucional, enfraquecendo a execução de políticas públicas específicas voltadas para o enfrentamento ao racismo e a promoção da igualdade racial no país.

2017
1° Seminário Nacional de Mulheres Negras em Brasília

O seminário ocorrido em Brasília reuniu mulheres negras de todo o Brasil para discutir temas como racismo, sexismo, violência e homofobia.

2º Encontro Nacional de Jovens Negras Feministas

O 1º Encontro Nacional aconteceu em 2009, em Salvador, e foi um marco na articulação política de jovens negras no Brasil, reunindo cerca de 200 participantes de diversas regiões, com debates sobre identidade, racismo, feminismo negro, sexualidade e participação política. O 2º Encontro Nacional ocorreu em 2017, em Capela do Alto (SP), com cerca de 400 jovens. O foco foi o fortalecimento das relações intergeracionais, o direito ao bem viver e a construção de estratégias políticas próprias.

Reorganização e resistência nos territórios

Em 2017, devido ao governo Michel Temer em curso, deu-se a continuidade da agenda de austeridade com cortes em políticas públicas sociais, além do desmonte de políticas de promoção da igualdade racial e de gênero.

Fortalecimento da luta nos territórios

As mulheres quilombolas no Maranhão ampliam denúncias contra violações territoriais (grilagem, mineração, agronegócio) e, nesse mesmo ano, também foi feita uma mobilização em defesa da educação quilombola e implementação da Lei 10.639/2003 nas escolas do estado.

Roda de Diálogo “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50‐50” em Salvador e 3ª Marcha das Mulheres Negras no Rio de Janeiro

Em 2017, foi realizada em Salvador a Roda de Diálogo “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50‐50”, espaço de articulação internacional voltado à igualdade de gênero e ao fortalecimento do protagonismo das mulheres negras. No mesmo ano, ocorreu no Rio de Janeiro a 3ª Marcha das Mulheres Negras, reafirmando a luta coletiva contra o racismo, o sexismo e todas as formas de violência.

2018
Quatro Deputadas Federais Negras Eleitas pela Primeira Vez na História do Brasilc
São eleitas quatro deputadas federais negras aliadas às organizações de mulheres negras e Benedita da Silva (PT -RJ) deixa de ser a única negra na Câmara desde que foi a primeira eleita em 1988 (30 anos) , ao lado de Áurea Carolina (PSOL-MG), Vivi Reis (PSOL-PA) e Talíria Petrone (PSOL-RJ).
Assassinato de Marielle Franco

Em março de 2018, a vereadora Marielle Franco, mulher negra, lésbica, favelada e defensora dos direitos humanos, foi brutalmente assassinada no Rio de Janeiro, junto ao motorista Anderson Gomes. O crime teve grande repercussão nacional e internacional, revelando a violência política direcionada contra mulheres negras que desafiam estruturas de poder e denunciam violações de direitos. O assassinato de Marielle se tornou um marco na luta contra o racismo, o machismo e a LGBTfobia, além de expor a conivência do Estado com práticas de silenciamento e perseguição política. Sua memória permanece como símbolo de resistência e justiça social.

Lei nº 8.654/2018 – Dia Marielle Franco

Foi sancionada a Lei nº 8.654/2018, que instituiu o Dia Marielle Franco, em memória da vereadora assassinada no Rio de Janeiro. A lei simboliza a luta contra a violência política de gênero e raça, reafirmando a necessidade de políticas de proteção às mulheres negras, defensoras de direitos humanos e lideranças comunitárias. O Dia Marielle Franco tornou-se um marco de resistência, lembrança e denúncia da tentativa de silenciamento das vozes que combatem desigualdades e injustiças sociais.

Campanha Vote em Mulheres Negras

Foi lançada a campanha “Vote em Mulheres Negras”, iniciativa coletiva que buscou enfrentar a sub-representação política de mulheres negras no Brasil. A ação mobilizou organizações, movimentos sociais e lideranças comunitárias, ressaltando a importância de ocupar os espaços de poder com perspectivas antirracistas e feministas. A campanha denunciava o racismo institucional e o sexismo no campo político, incentivando a construção de uma democracia mais representativa e inclusiva.

2019
Surgimento da Coalizão Negra por Direitos

O movimento social surgiu em 2019 com o objetivo de fortalecer a luta antirracista no Brasil, tendo sido fundado durante um encontro em São Paulo, reunindo diversas organizações, coletivos e grupos que atuam em defesa dos direitos da população negra.

Abayomi Juristas Negras

A organização Abayomi Juristas Negras existe e atua publicamente no enfrentamento ao racismo institucional e na formação jurídica; há sites e páginas institucionais. (fundação/atividades desde aproximadamente 2019). 

Encontro de Mulheres Negras de Pernambuco.

Em 2019, a Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco realizou o ÀPEJO ÈKÈJILÁ OBIRIN N’ILÉ — 13º Encontro Pernambucano das Mulheres de Terreiro. São treze anos de resistência, luta e debate sobre as questões políticas que envolvem as religiões afro-indígenas e o protagonismo das mulheres nessa luta.

STF criminaliza a homofobia e a transfobia

O Supremo Tribunal Federal determinou que a homofobia e a transfobia são crimes imprescritíveis e inafiançáveis, equiparados ao racismo pela Lei nº 7.716/1989. A decisão representa uma vitória histórica dos movimentos LGBTQIA+, resultado direto da luta de pessoas negras, que enfrentam múltiplas violências. Ainda assim, o reconhecimento legal não garante proteção real em um país que segue entre os que mais matam essa população.

1° Seminário Nacional de Mulheres Negras em Brasília

O seminário ocorrido em Brasília reuniu mulheres negras de todo o Brasil para discutir temas como racismo, sexismo, violência e homofobia.

1º Encontro Nacional de Jovens Negras Feministas aconteceu em 2009, em Salvador, e foi um marco na articulação política de jovens negras no Brasil. Reuniu cerca de 200 participantes de diversas regiões, com debates sobre identidade, racismo, feminismo negro, sexualidade e participação política.

2º Encontro Nacional ocorreu em 2017, em Capela do Alto (SP), com cerca de 400 jovens. O foco foi o fortalecimento das relações intergeracionais, o direito ao Bem Viver e a construção de estratégias políticas próprias. Criação da AJNF- A ANJF surgiu como desdobramento da Marcha das Mulheres Negras de2015 e dos encontros nacionais de jovens negras feministas (2009 e 2017).

Ascensão do Governo Bolsonaro

Após a eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi possível notar algumas mudanças, como a redução de investimentos em políticas públicas de equidade racial e de gênero, a nomeação de Damares Alves no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (criticada por movimentos feministas e negros por posições conservadoras), aumento das violências policiais em periferias de São Luís e cidades vizinhas. Assim como as organizações locais intensificaram as suas redes de solidariedade e os movimentos sociais ampliaram os debates nas universidades, ONGs e redes internacionais sobre direitos das mulheres negras.

Campanha Vote em Mulheres

Nesse mesmo ano, também se sucedeu a criação da frente parlamentar em defesa das mulheres negras na câmara federal.

2020
Criação do Plataforma Antirracista nas Eleições (PANE) pelo Instituto Marielle Franco e campanha “Eu voto em negra”.

O Instituto Marielle Franco lançou a Plataforma Antirracista nas Eleições (Pane), que traz uma série de ações para pressionar os partidos a viabilizarem as candidaturas de mulheres negras; ajudar a fomentar a entrada de mulheres negras nos espaços de decisão; e a cobrar o compromisso do maior número possível de candidaturas com a defesa de políticas antirracistas, feministas e em defesa da população LGBTQIA+.

Para ampliar a participação de mulheres negras nos espaços de poder e decisão, organizações sociais lançaram a campanha "Eu Voto em Negra", que prevê divulgar e incentivar candidaturas desse perfil, como contou a coordenadora de Relações Institucionais da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, Piedade Marques, em entrevista ao Brasil de Fato Pernambuco.

2021
Lei nº 14.192/2021: Violência Política de Gênero e Lei nº 14.214/2021 (Dignidade Menstrual)

A Lei nº 14.192/2021 (Violência Política de Gênero): Estabeleceu normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher, tornando-a crime. A lei define a violência política como qualquer ação, omissão ou discurso que tenha o objetivo de impedir ou restringir os direitos políticos da mulher, seja em sua campanha eleitoral, em seu mandato ou no exercício de sua função pública.

Lei nº 14.214/2021 (Dignidade Menstrual): A Lei nº 14.214/2021 instituiu o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. O objetivo é garantir a distribuição gratuita de absorventes higiênicos para pessoas em situação de vulnerabilidade social que não têm acesso a esses produtos

2022
Projeto Pretas no Poder é lançado, com o Mapa da Violência Política e uma carta aberta que mobiliza debate sobre participação política de mulheres negras e indígenas no Nordeste e Amazônia

O "Projeto Pretas no Poder" é uma iniciativa do Odara - Instituto da Mulher Negra, que tem como principal objetivo fortalecer a participação política de mulheres negras e indígenas e combater a violência política que elas enfrentam.

Em 2022, o projeto realizou o "Encontro de Mulheres Negras Nordeste-Amazônia", onde lançou o Mapa da Violência Política contra Mulheres Negras no Nordeste. Esse mapeamento foi um levantamento inédito, feito com base em entrevistas com 39 mulheres negras candidatas nas eleições de 2018 e/ou 2020, ou que atuavam ativamente em movimentos sociais. O objetivo era identificar as manifestações de violência política na região e entender os fatores que impedem a ascensão dessas mulheres aos espaços de poder.

2023
Lei do Auxílio-Aluguel para Mulheres Vítimas de Violência e Lei da igualdade salarial

A Lei nº 14.674/2023 instituiu o programa de Auxílio-Aluguel destinado a mulheres vítimas de violência doméstica. A lei garante que essas mulheres tenham acesso a uma moradia temporária, proporcionando um ambiente seguro para que possam se afastar de seus agressores. O auxílio é uma medida de proteção emergencial, garantindo autonomia e segurança para que elas possam reconstruir suas vidas.

A Lei nº 14.611/2023 trata da igualdade salarial entre mulheres e homens.

A Lei nº 14.611/2023, conhecida como Lei da Igualdade Salarial, tem como objetivo principal garantir que homens e mulheres que exercem a mesma função recebam o mesmo salário. A lei estabelece que as empresas com 100 ou mais funcionários devem publicar relatórios de transparência salarial semestralmente, permitindo a fiscalização e a aplicação de multas para empresas que não cumprirem a determinação. A lei busca combater a persistente desigualdade salarial de gênero no mercado de trabalho brasileiro.

2024
Protestos nacionais contra projetos que visam restringir o aborto até mesmo em casos de estupro — mulheres negras estão na linha defrente das mobilizações e Organização pré-marcha para a 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras em 2025

Pela legislação atual, o aborto é permitido em casos de estupro, risco a vida da mãe e de fetos anencefálicos. Não está previsto um tempo máximo da gestação para que seja realizado. Se o PL 1904 fosse aprovado, a pena para as mulheres vítimas de estupro que abortarem após a 22ª semana de gravidez seria maior do que a dos estupradores.

A organização da pré-marcha para a 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras em 2025 já está em andamento, com a convocatória de encontros locais e regionais, a formação de comitês, o desenvolvimento de estratégias digitais e a busca por apoio financeiro e logístico para garantir a participação de mulheres negras de todo o Brasil em Brasília, no dia 25 de novembro de 2025. A iniciativa visa fortalecer a mobilização, a articulação e a visibilidade do movimento, conectando saberes tradicionais e inovação para construir um futuro baseado na reparação e no bem viver.

2025
Lei que amplia reserva de cotas em concursos públicos é sancionada com aumento de 30%, inclusão de indígenas e quilombolas entre os beneficiários

A lei de cotas foi ampliada para reservar 30% das vagas em concursos públicos para negros, pardos, indígenas e quilombolas, com uma divisão de 25% para negros e pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. Essa mudança foi sancionada em 2025, garantindo a inclusão de grupos historicamente marginalizados no acesso ao serviço público. A próxima etapa é aprofundar os detalhes de sua regulamentação e impacto.

634 atividades registradas para o julho das pretas

As atividades do Julho das Pretas,  uma ação do Movimento de Mulheres Negras, iniciativa criada  pelo Odara-  Instituto da Mulher Negra, em 2013,  em 2025 atingiram 634 ações, reforçando a mobilização contra o feminicídio negro, que representa 62% das vítimas no Brasil. Destaco o fortalecimento do protagonismo das mulheres negras em espaços de decisão e a ampliação de políticas de igualdade racial, como recordes de titulações quilombolas e aumento de candidatas negras. Essas ações evidenciam avanços na luta por justiça, reparação e presença em posições de poder. Próximo passo: detalhar leis de cotas em concursos públicos.

Criação do programa federal Mais Igualdade, fortalecendo o SINAPIR (Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial)

A pesquisa revelou que as 634 atividades do Julho das Pretas em 2025 reforçam a luta contra o feminicídio negro, que representa 62% das vítimas no Brasil. Destaco avanços em políticas de igualdade racial, participação de mulheres negras em espaços de decisão e o fortalecimento de programas como o Mais Igualdade e o SINAPIR, que promovem a redução de desigualdades e a inclusão de comunidades negras. O próximo passo é detalhar as leis de cotas em concursos públicos.

Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver

Dez anos após o histórico encontro de 2015, a Marcha das Mulheres Negras volta a ocupar Brasília com ainda mais força e alcance. Em 2025, mulheres negras de todos os estados do Brasil e de mais de 30 países se mobilizam para reafirmar a luta por reparação histórica, justiça social e o direito ao Bem Viver. A marcha expressa a potência das vozes que, desde os territórios, constroem uma agenda coletiva para enfrentar o racismo, o sexismo e todas as formas de opressão, fortalecendo alianças internacionais e reafirmando o protagonismo das mulheres negras na construção de um novo projeto de nação.