Carta para as Mulheres Negras: NÃO É NÃO


Data de publicação: 23 de ago de 2016

Por Maria Laura Santos

Maria LaurajjjjkokokokokAtualmente no Brasil, muitas mulheres são violentadas seja doméstica ou sexualmente. Elas saem dessa história feridas, com vergonha e com sua integridade ‘’comprometida’’, porque na maior parte das vezes é ela quem leva a culpa. Já o seu agressor, muitas vezes, não é nem procurado pela polícia e sai impune da situação. Como em pleno século XXI acontece uma atrocidade dessas? Segundo os cientistas, com o passar dos anos a mente humana deveria evoluir, mas o que vemos é um caso sério de regressão.

As práticas machistas podem ser encontradas nas músicas que fazem apologia à invasão do corpo das mulheres, nos advogados que fazem perguntas pessoais demais para a comprovação do crime, como se ela fosse mentir sobre isso. E em tantas outras coisas que passam despercebidas, porque se tornaram normais demais pra gente.

A questão principal, é que não cabe somente às mulheres lutar por seus direitos. É preciso que a sociedade se desfaça de seus pensamentos machistas e passe a olhar para o estupro como um crime e não como ‘’ela estava de short curto tarde da noite’’. Porque a culpa não é dela! Enquanto as práticas de violência contra a mulher não forem extintas não haverá uma sociedade digna para vivermos.

A palavra chamada respeito deve estar presente em nosso cotidiano. Porque mesmo que uma mulher seja ‘’bela, recatada e do lar’’ ela corre o risco de ser estuprada. O crime não ocorre por causa do tamanho da roupa dela, e sim por causa do caráter, da falta de respeito, do sentimento de superioridade e posse, e do cérebro pequeno dele.

É preciso a preparação das delegacias para receber vítimas desses crimes. É preciso entender que não importa a roupa, a condição social ou os atos dela, ela não merece ser violentada. É preciso parar de procurar justificativas para esses crimes. Porque ninguém tem o menor direito de fazer nada com o corpo de uma mulher, sem o seu consentimento.

Então, são necessários os movimentos de conscientização contra essa cultura do estupro que está impregnada em nossa sociedade.

**A baiana Maria Laura Santos tem 13 anos e é Estudante do 8º ano do ensino fundamental.

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