BOLETIM ODARA / MARÇO


Data de publicação: 01 de out de 2019

Os últimos quatro anos são marcados por um período de amplos retrocessos, violação e perdas de direitos, violência, e reafirmação de uma política de morte, especialmente, para a população negra e indígena. São tempos de reafirmação dos movimentos sociais, que temos, entre as lutas diárias, a tarefa de defender nossas vidas, existência, nosso direito à fala, expressão e, principalmente, de fortalecer a luta antirracista e defender o projeto político de nação que esteja centrado na garantia do bem viver para todas as pessoas.

Este ano o Odara – Instituto da Mulher Negra criou o “Março de Lutas” – uma agenda com o intuito de cruzar as grandes agendas internacionais de luta contra o racismo e o sexismo. O mês de março é internacionalmente conhecido como o mês das mulheres na luta contra o patriarcado, celebrado oficialmente dia 8 de março.

Também no dia 14 de março de 2019 faz um ano que a militante negra e parlamentar Marielle Franco foi executada e o Estado brasileiro ainda não nos apresentou respostas. Neste dia homenageando o nascimento de duas estrelas negras que tiveram grande contribuição para a luta negra brasileira: Carolina Maria de Jesus e Abdias Nascimento. Já no dia 16 de março de 2019 fez 5 anos que a trabalhadora Claúdia Ferreira foi assassinada por PMs do Rio de Janeiro e arrastada do lado de fora da viatura.

É também em março, dia 21, que celebramos o dia internacional de luta pela eliminação da discriminação racial. Ainda no dia 27 de março celebramos o nascimento de outra estrela negra brasileira, Luiza Bairros, que tem inspirado homens e mulheres negras além do seu tempo com seu legado.

O Março de Lutas é mais uma tática de reafirmar a resistência negra nesse país. É a forma de celebrar o legado dos homens e mulheres negras que morreram lutando para consolidação de um projeto político em que a população negra tivesse sua humanidade, cidadania e direitos reconhecidos e assegurados.

Continuaremos em marcha até que todas as Marielles, Claudias, Carolinas, Abdias e Luizas tenham direito à vida e ao bem viver.

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