Eleições 2026: Um olhar sobre as Propostas para a Segurança Pública na Bahia

*Por Redação Odara
As eleições 2026 se aproximam e na Bahia o tema que parece ser definidor dos debates políticos é a segurança pública. Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança publicado no último dia 23 de julho de 2026, a redução geral das Mortes Violentas Intencionais (MVI) não foi acompanhada por uma diminuição proporcional da violência produzida pelas forças de segurança pública. Ao contrário, a letalidade policial permanece como elemento estruturante da política de segurança pública brasileira, concentrando-se principalmente sobre homens jovens, negros e residentes de territórios periféricos.
A letalidade provocada pelos agentes de Estado cresceu 5,4% em 2025, resultando na morte de 6.602 civis, o maior número absoluto da série histórica iniciada em 2016, e chega em 2025 correspondendo à 16,2% de todas as Mortes Violentas Intencionais no Brasil, a maior participação desde que o conceito de MVI passou a ser utilizado em 2014. Entre 2016 e 2025, o incremento no número de mortes em intervenções das polícias Civis e Militar foi de 55,7%.

As taxas de letalidade segundo as Unidades da Federação demonstram a diversidade de realidades que coexistem no país. A Bahia é o segundo estado com maior taxa relativa de mortes pelas polícias do país: com um índice de 10,6, por cada 100 mil habitantes, ficando atrás apenas do Amapá, que concentra um índice de 17,1 por 100 mil habitantes. Contudo, em números absolutos, a Bahia está, pelo quarto ano consecutivo, na dianteira destes dados totalizando 1.570 pessoas mortas em 2025 – cifra que representa quase um quarto do total de casos do Brasil.
É neste cenário que Jerônimo Rodrigues, atual governador da Bahia (PT-BA) e candidato à reeleição, conclui o quinto mandato do Partido dos Trabalhadores na Bahia, tendo sido antecedido por Rui Costa (2015 – 2022) e Jacques Wagner (2007 – 2014). É justamente este o ponto central das críticas do seu principal adversário neste pleito, ACM Neto do União Brasil e descendente de uma tradição política coronelista no estado.
Diante da necessidade de uma análise aprofundada sobre o cenário da Bahia e os caminhos colocados para a agenda de segurança pública, o projeto Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar lançou o documento “Mudar o Discurso, Repetir a Farda — O que as propostas para a Segurança Pública dos candidatos ao Governo dizem sobre o futuro da Bahia?”
A análise parte do cenário atual da segurança pública no estado e olha para os programas de governo das candidaturas, buscando compreender quais propostas estão sendo apresentadas para enfrentar a violência e quais concepções de segurança pública orientam esses projetos.
Confira, abaixo, o documento completo.

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