#ViolênciaDeGênero: “Ele veio me chamando de lésbica, ‘sapatão’, vagabunda e dizendo que eu tinha que morrer”, relata mulher agredida por guarda municipal em Lauro de Freitas (BA)

A mulher agredida teria protegido uma amiga de uma tentativa de assédio sexual praticada pelo guarda municipal

Redação Odara

A auxiliar de cozinha Luana dos Santos, de 32 anos, denunciou que foi vítima de agressões físicas enquanto voltava de uma festa na madrugada do último sábado (6), na cidade de Lauro de Freitas (BA). O acusado, que ainda não teve o nome identificado, é funcionário da Guarda Civil Municipal (GCM) de Salvador (BA).

Segundo a denúncia, o homem havia assediado uma amiga de Luana durante uma festa no sábado à noite e ficou irritado por não ser correspondido pela mulher. A vítima contou ainda que não foi a primeira vez que sua amiga foi assediada pelo guarda municipal. 

As mulheres saíram juntas da festa, foram seguidas pelo acusado que pilotava uma moto e abordadas por ele na Praça José Ramos, no bairro de Itinga. O homem xingou a amiga e partiu para a agressão física contra Luana, atacando-a com coronhadas. Ele afirmava que a mulher o rejeitou porque Luana havia atrapalhado.

“Ele desceu e veio até mim me chamando de lésbica, ‘sapatão’, vagabunda e dizendo que eu tinha que morrer. A todo momento ele dizia que ela [amiga] não estava se relacionando com ele por minha causa”, contou Luana em entrevista à TV Bahia.

Ainda segundo a vítima, o guarda municipal chegou a fazer três disparos de arma de fogo e a colocou de joelhos no chão enquanto apontava uma arma para a sua cabeça. O homem só foi embora porque pessoas que passavam pelo local interferiram na situação em defesa de Luana.

“Eles que me salvaram! Agora eu estou com medo. Se ele [guarda civil] tentou me matar do nada, pode tentar de novo. Só vim para a televisão porque estou com medo de que algo aconteça comigo”, disse Luana à TV Bahia.

O caso foi denunciado à 27ª Delegacia Territorial (DT)/Itinga, onde será investigado. Luana também entrou em contato com a Ouvidoria da Guarda Civil Municipal de Salvador, que convocará o funcionário para prestar depoimento dentro de até 60 dias. 

Em nota, a GCM salientou que o homem estava de folga durante o ocorrido e afirmou que a instituição repudia quaisquer atos de violência contra a mulher.

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