Baianas de acarajé prometem paralisar atividade em Salvador em protesto

 

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Baianas de acarajé decidiram protestar contra a decisão da Justiça Federal que proíbe a comercialização de alimentos e bebidas nas areias das praias da cidade.

De acordo com a presidente da Associação das Baianas de Acarajé e Vendedoras de Mingau (Abam), Rita Santos, na próxima terça-feira (22) será decidido a data em que realizarão “um dia sem acarajé na cidade”.

Além do protesto, as baianas pretendem ainda entrar com uma ação judicial contra a determinação que as afasta da areia das praias, onde costumavam vender há anos.

Uma das alternativas estudada pela Prefeitura de Salvador é que parte delas fique nas calçadas da orla de Salvador, que passa por um processo de requalificação.

“São cerca de 550 baianas e a prefeitura não reconhece isso. A prefeitura disse que na Calçada cabem no máximo 120. E as outras vão para onde se precisam trabalhar?”, questionou a presidente da Abam, Rita Santos, em entrevista ao Portal Correio Nagô.

Ainda segundo Rita, muitas baianas já têm décadas na profissão e trabalhavam na orla como forma de sustento. “90% dessas baianas não tem outra fonte de renda. Queremos continuar trabalhando na areia da praia”, complementou.

A presidente da Associação, Rita Santos, espera que esse movimento consiga sensibilizar o juiz que proibiu a comercialização. “Espero que ele entenda que são muitas mulheres que dependem dessa venda de quitutes na praia.”

Rita Santos também informou que até a próxima terça terá uma orientação dos advogados, sobre a necessidade da Abam entrar com um mandado de segurança para impedir a retirada das baianas da praia.

O caso – O juiz da 13ª Vara da Justiça Federal, Carlos D’Ávila, destacou, em reunião no dia 25 de setembro, à Associação de Baianas de Acarajé (Abam) que nem o tacho nem o tabuleiro poderão ficar na faixa de areia. A prefeitura será obrigada a cumprir a decisão judicial que proíbe a produção de alimentos na faixa litorânea, fiscalizando e punindo quem tentar descumprir a lei.

O próprio juiz federal fez uma proposta alternativa, que foi acatada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop): a de permitir que as baianas montem seus tabuleiros no calçadão, que será reformado, e faça a venda e divulgação com garçons na areia.”Mas a calçada não comporta todas as baianas”, reclamou Rita.

A Comissão de Notáveis (formada pela Justiça e que reúne arquitetos, urbanistas e ambientalistas de universidades e entidades de classe) alegam que o azeite de dendê em contato com a areia forma uma massa insolúvel e polui as praias. Além disso, o azeite só evapora a 400°.

Fonte: Redação Correio Nagô

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