Inscrições de atividades na agenda da 10ª Edição do Julho das Pretas prorrogadas até o dia 19 de junho

A edição é marcada pela volta das atividades presenciais e expectativa de ocupação das ruas pelos movimentos de Mulheres Negras

Redação Odara

O prazo para as inscrições de atividades na agenda coletiva da 10ª edição do Julho das Pretas foi prorrogado até o dia 19 de junho.

Com o tema, Mulheres Negras no Poder, Construindo o Bem Viver, o Julho das Pretas 2022 adota um caráter de denúncia e revolta diante do aumento das desigualdades, retirada de direitos e negligência do governo brasileiro para com as pautas das mulheres negras e da população negra em geral. 

QUEM PODE SE INSCREVER NA AGENDA: Organizações e coletivos de mulheres negras; organizações de movimentos negros e organizações sociais em geral que tenha o antirracismo e o combate ao sexismo como perspectiva central de sua atuação; instituições de ensino; grupos de pesquisa, associações de categorias trabalhistas; grupos de empreendedoras negras e empreendedoras negras individuais.

QUEM NÃO PODE SE INSCREVER NA AGENDA: Autarquias e instituições do Estado; partidos políticos; empresas privadas que não sejam de propriedade de mulheres negras.

Para inscrever uma atividade na agenda da 10ª edição do Julho das Pretas, clique no link abaixo:

Julho de Insurgências nas Ruas

A ideia da 10ª edição do Julho das Pretas é trazer ao centro das discussões do Julho, questões como: poder para as mulheres negras; enfrentamento às violências, genocídio e feminicídio; eleições e democracia; saúde das mulheres negras e aumento dos índices de fome, desemprego e pobreza entre as mulheres negras durante a pandemia.

“Queremos disputar o poder. Chega de migalhas! Precisamos radicalizar para tomar o poder!”, enfatiza Valdecir Nascimento, fundadora do Odara – Instituto da Mulher Negra e representante da Coordenação da Rede de Mulheres Negras do Nordeste.

Com a retomada das atividades presenciais depois de um longo período de isolamento por conta da pandemia, a chamada agora é para ocupar as ruas de forma estratégica e mostrar o potencial de transformação política das mulheres negras.

“O momento é de falar sobre as insurgências das mulheres negras, formar alianças e voltar às ruas depois de inúmeras atividades online”, convoca Suely Santos, da Rede de Mulheres Negras da Bahia. 

“Precisamos construir proposições e ações afirmativas para sair do lugar de reação, dizer o que queremos e conseguir superar os sistemas de desigualdade que nos são impostos. O Julho das Pretas será potente”, afirmou Myrella Santana, de Pernambuco.

Sobre o Julho das Pretas

Criado em 2013, pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, o Julho das Pretas é uma ação de incidência política e agenda conjunta e propositiva com organizações e movimentos de mulheres negras do Brasil, voltada para o fortalecimento da ação política coletiva e autônoma das mulheres negras nas diversas esferas da sociedade brasileira.

A agenda celebra o 25 de Julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina americana e Caribenha. Desde o início, o Julho foi aderido e potencializado pela Rede de Mulheres Negras do Nordeste, ganhando em poucos anos toda a região e logo depois o Brasil.

Todos os anos diversos movimentos de mulheres negras se reúnem para decidir um tema para o Julho das Pretas que dialogue com a conjuntura, e este ano o tema será: Mulheres Negras no Poder, construindo o Bem Viver!

A edição de 2022 é histórica, pois marca os 10 anos de realização do Julho das Pretas e 30 anos desde que o movimento de mulheres negras da América Latina e Caribe declarou o 25 de Julho como o Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina americana e Caribenha.

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