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Mais uma mulher negra é vítima de feminicídio em Salvador (BA); Milene de Jesus Araújo foi morta a marteladas por ex-companheiro

A vítima já tinha uma medida protetiva em seu favor e morava com uma irmã para fugir das violências praticadas por Sidnei 

Redação Odara

Na última segunda-feira (5), os noticiários da cidade de Salvador (BA) anunciaram mais um crime bárbaro de feminicídio cometido contra a vida de uma mulher negra. Milene de Jesus Araújo (36) foi morta a golpes de martelo e faca na casa onde morava com uma irmã, no bairro Nordeste de Amaralina. O suspeito do crime é o ex-companheiro, identificado apenas como Sidnei, que após cometer o crime, ateou fogo na casa onde a mulher vivia.

De acordo com informações da assessoria de comunicação da Polícia Civil prestadas ao BNews, o homem matou a ex-companheira porque não aceitava o fim do relacionamento.

Segundo informações da TV Bahia, Milene estava separada de Sidnei há cerca de um ano e havia fugido de Lauro de Freitas para se livrar das violências cometidas por ele, mas foi encontrada pelo homem. Em entrevista à TV Bahia, a irmã de Milene contou que durante os mais de 20 anos de casamento, as violências eram constantes e que a vítima já tinha uma medida protetiva em seu favor.

Sidnei tentou fugir, mas foi contido por moradores vizinhos. Milene chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos. Ele também ficou ferido e foi atendido no HGE. Após ser liberado do hospital, ele foi encaminhado à 1ª Delegacia de Homicídios (DH), onde a ocorrência foi registrada. 

Mesmo com uma medida protetiva em seu favor, Milene foi assassinada com requintes de crueldade comuns em casos de feminicídio. Os homens violentam os corpos das mulheres como uma forma de reafirmar a ideia de posse e puni-las por não ceder ao seu domínio. 

Até quando mulheres serão tratadas como objetos e descartadas quando não aceitam mais se submeterem às violências de seus companheiros?

O machismo e a misoginia matam todos os dias e precisam ser fortemente combatidos. Bem como as medidas protetivas precisam ser revistas, pois, apesar de sua importância, já está comprovado que não garantem que as vidas dessas mulheres sejam resguardadas.

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