Rede de Mulheres Negras do Nordeste faz encontro com o Movimento de Mulheres Negras de Alagoas

Ação faz parte do cronograma de encontros presenciais da Rede Nordeste com movimentos de mulheres negras da Região e foi recebida pelo Instituto Feministas Jarede Viana

Redação Odara

A coordenação da Rede de Mulheres Negras do Nordeste, composta pela Abayomi – Coletiva de Mulheres Negras na Paraíba, Ayabás – Instituto da Mulher Negra do Piauí e Odara – Instituto da Mulher Negra, desembarcou nesta sexta-feira (7) em Maceió (AL), para um encontro super especial com o Movimento de Mulheres Negras de Alagoas. A atividade aconteceu na sede do Instituto Feminista Jarede Viana, que organizou a atividade em parceria com a Rede Nordeste.

A programação contou com um café da manhã e almoço coletivo, práticas integrativas de autocuidado, uma leitura de conjuntura e contexto chamada de “Colcha de Retalhos”, apresentação da Rede Nordeste e das organizações e mulheres presentes. O encontro foi aberto com um delicioso café da manhã, seguido de práticas de relaxamento e cuidado facilitadas pela terapeuta Alessandra Sandes.

Na sequência, foi o momento de apresentação da Rede Nordeste para as pretas alagoanas, facilitado por Naiara Leite, coordenadora executiva do Instituto Odara. Valdecir Nascimento, fundadora do Odara e da Rede Nordeste, contou a história de criação da Rede. “A organização das mulheres negras do Nordeste, juntas pela luta antirracista e antisexista na região, é histórica. Desde a década de 1980 já estávamos juntas. Retomamos essa energia coletiva entre os estados do Nordeste em 2013, pensando em como organizar as mulheres negras para acessar as riquezas e potencialidades da nossa região”, destacou Valdecir.

Halda Regina, coordenadora do Ayabás, trouxe a mensagem de como “sempre trabalhamos em rede. E é justamente essa atuação em rede que nos fortalece em nossos territórios. Tem outro peso para que nos ouve saber que estamos articuladas em toda região”.

A apresentação coletiva das mulheres presentes foi mediada por Luana Silva, Assistente Social do Instituto Jarede Viana. Angela Maria de Brito, professora de 76 anos, liderança histórica do Movimento Negro de Alagoas, esteve presente e contou sua história de vida e militância. Outras mulheres falaram da importância dos movimentos em suas vidas: “Eu me libertei da violência doméstica por conta do que aprendi no movimento”, contou uma delas.

Na Colcha de Contextos, discutimos temas como: Feminicídio; Violência contra a juventude; Analfabetismo e falta de escolaridade; Eleições e a fragilidade das mulheres negras na disputa política partidária; Negação da identidade racial negra no estado; Riscos das defensoras de direitos humanos e a perda de direitos nos últimos anos. 

Naiara explicou como funciona o processo de filiação à Rede Nordeste e mais uma vez convocou as mulheres a conhecer e participar da Rede para pensar ações articuladas na região. 

A série de encontros estaduais é uma estratégia para fortalecer o movimento de mulheres negras, aprofundar as leituras de contexto na região no pós pandemia, promover espaços de escuta e de denúncia e tem marcado a retomada das atividades públicas presenciais. Os contextos apresentados nos estados irão orientar a incidência política da Rede no próximo ano. Os encontros fazem parte de um projeto do Instituto Odara, com apoio da ONU Mulheres e da Heinrich Böll.

Além da Rede Nordeste e o Instituto Jarede Viana, estiveram presentes representantes do Centro de Defesa dos Direitos da Mulher (CCDM); Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTRP – AL); Coletivo Pretes Psi; Coletivo Magia da Terra; House Of Muzi Alagoas – Ballroom; e gestores de escolas públicas da comunidade de Ouro Preto, onde está sediado o Instituto Jarede Viana.

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