Jô Cavalcanti: Mandata Coletiva Juntas Codeputadas traz representatividade à Assembleia Legislativa de Pernambuco

A fala marcante da codeputada Jô Cavalcanti reafirma a importância de ter mais mulheres negras nos espaços de poder e decisão no Brasil

Por Nádia Conceição

Foto: divulgação Mandata Juntas Codeputadas

Maria Joselita Pereira Cavalcanti, a Jô Cavalcanti, é uma das cinco codeputadas da Mandata Juntas Codeputadas, no estado de Pernambuco. Jô Cavalcanti nasceu e foi criada no bairro de Casa Amarela, na comunidade de Morro da Conceição, em Recife. Aos 16 anos, perdeu a mãe em um acidente náutico. Já na vida adulta, morou por sete anos na comunidade de palafitas Coelhos, na capital pernambucana. Mãe de Gabriel, Jô se apresenta como uma mulher negra, comerciante informal, ambulante e do movimento de moradia do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, onde aprendeu que o processo de luta social é a única forma para conquista e garantia de direitos. “Tem muita gente que é privilegiada, mas eu não me encontro nessa parte do privilégio, pois tudo que eu consegui foi através de luta mesmo”, afirmou Jô, com animação na voz. 

Em sua multiperformance como comerciante informal, ativista da questão da moradia, e agora como codeputada, Jô acredita que como o país é desigual, seus passos ainda são passos de formiga, sobretudo quando ainda há pessoas muito privilegiadas e outras tão violadas no acesso a direitos. 

Em uma conversa leve, a codeputada contou as experiências na política e os processos violentos que ela e suas companheiras passam como legisladoras de Pernambuco, Ela também comenta como funciona a Mandata Coletiva Juntas Codeputadas, tendo como base o cenário político e eleitoral no Nordeste. Confira!

“É importante a questão de gênero dentro da política, mas depende do tipo de mulher que está dentro da política, porque as pessoas que estão neste espaço de poder, elas têm um poder de decisão pela vida dos outros.” 

Foto: divulgação Mandata Juntas Codeputadas

Quando surgiu seu interesse pela política? 

O meu primeiro emprego foi numa ONG que se chama Movimento Tortura Nunca Mais, onde eu trabalhava de carteira assinada, no almoxarifado. Era uma ONG de direitos humanos, onde passei pouco tempo. Depois, eu comecei a trabalhar em um restaurante, onde passei 4 anos, e foi quando eu engravidei de Gabriel e descobri que minhas patroas, que me contrataram e disseram que tinham assinado minha carteira, não tinham assinado. Foi aí que fui, pela primeira vez, em um sindicato, onde me disseram que se eu quisesse continuar no trabalho, seria daquela forma, mas se eu realmente quisesse ir atrás dos meus direitos, eu tinha que colocá-las na justiça. Não pisquei duas vezes e coloquei. No finalzinho de 2012 comecei a trabalhar no galpão da Boa Vista, uma área central aqui do Recife. Nesse processo eu participei de uma reunião do Sindicato dos Ambulantes, onde descobri que, independente de ser antiga ou novata, eu tenho direito ao trabalho, então eu me interessei mais em saber que sindicato era esse, essa luta tão grande, e comecei a ir atrás dessas pessoas e me infiltrei no sindicato. 

Há mais de 8 anos que faço a luta da questão do comércio ambulante, inclusive, agora muito mais, onde a gente tem muito desemprego no Brasil.

Em 2014, quando morei na comunidade dos Coelhos, tive um barraco incendiado, então esse foi um processo também para eu me atentar para o direito à moradia, porque a gente vive em um país onde mais tem gente sem casa do que casa com gente. Na pandemia a gente vê pessoas que têm mansões e que tem casarões, enquanto uma parcela da sociedade está sendo despejada ou perdendo suas casas, porque não pode pagar o aluguel. Foi nesse período que a gente entrou em contato com o MTST nacional e iniciamos aqui a luta de moradia para tentar mostrar ao poder público que existe terreno dentro da cidade que está em especulação imobiliária e muita gente morre em palafitas, excluídas da cidade. Foi por isso que eu entrei nessa luta social por direitos, pois a população que mais sofre, os  negros, moram na periferia, afastados do centro da cidade e perseguidos pelo sistema racista e estrutural.

Você relatou que em 2014 seu barraco foi incendiado. Foi um incêndio criminoso ou acidental? 

Dizem que foi acidental, mas uma semana antes, teve uma reunião com a Secretaria de Educação e disseram que o antigo prefeito queria aquela área desocupada. Então, na semana seguinte a favela pegou fogo e eu fui uma das vítimas. Em Recife temos as palafitas no centro da cidade, na zona sul, onde tem os maiores espigões de prédios, onde tem várias comunidades que vira e mexe são ameaçada de serem expulsas, mas a gente participou, enquanto movimento, de todo processo do programa Despejo Zero, a lei que Bolsonaro vetou, mas o STF fez a recomendação.

Cinco mulheres, com características diferentes, lutas diferentes e lugares diferentes. Como foi o encontro e a decisão de formar uma chapa tão diversa, tão bonita para concorrer a eleição?

Em  2018, quando a gente ocupou o prédio no centro de Recife, foi o período que aconteceu a execução de Marielle e algumas de nós já pretendíamos e já discutíamos sobre sair candidata, mas o que fez com que acelerasse mais essa vontade foi a tragédia com Marielle. Se ela como vereadora foi executada, junto com seu motorista, imagina o resto da população o que sofre. Então, a gente começou uma discussão, um movimento para que todas as mulheres do partido que se sentissem à vontade, saíssem candidatas. Foi quando Carol Vergolino participou de um evento que chamava “Ocupa Política”, em Minas Gerais, e lá ela teve a primeira notícia sobre mandato coletivo. Quando ela chegou de Minas, sentou com a gente, explicou o processo, e nos convidou para participar desse projeto. 

Tivemos várias conversas, primeiro para entender como funcionava. Então,  mesmo já tendo as prioridades no partido, quase nos 45’ do segundo tempo, a gente dialogou com a direção [do partido], que levou a ideia para o presidente, que achou boa a ideia e apresentou no diretório a ideia da mandata coletiva.

Fizemos a campanha porque queriamos demarcar nossa posição, nosso lugar na política também, enquanto mulher que faz parte do movimento social, enquanto mulher trans, de sindicato, jornalista e de movimento feminista, pois somos maioria da população, mas hoje nós não alcançamos nenhuma parte significativa da Assembleia Legislativa em Pernambuco. São 186 anos de Alepe [Assembleia Legislativa de Pernambuco], sempre foi majoritariamente formada por homens, brancos, cis, heteros e da elite. Eu sou a terceira mulher negra que usa o plenário para falar. A gente vê isso como uma reparação; é a primeira vez que a assembleia tem uma mulher trans, a Robeyoncé [Lima], e uma lésbica, que é Kátia [Cunha].

Quando a gente ganha a eleição e inicia os trabalhos na casa, começa a nossa primeira aventura, isso porque no nosso gabinete a maioria das pessoas são homens e mulheres negras. Tivemos a primeira problemática quando a fotógrafa da gente, Yane [Mendes], foi impedida de entrar na Assembleia por uma policial. Sabemos que chamamos atenção por conta dos nossos cabelos. Teve outra vez que rolou a expulsão de Robe [Robeyoncé] de uma reunião, dentro da comissão de ética… são esses desafios que a gente enfrentou e ainda enfrenta. É um ambiente adoecedor, que tem que o tempo todinho se colocando e se impondo, porque senão as agressões só aumentam, principalmente da bancada conservadora, que vira e mexe perseguindo a gente. A última perseguição é  que fomos judicializadas por um coronel, que é deputado, por conta do nosso projeto Despejo Zero, aprovado na Alepe, mas estamos tentando que o processo seja arquivado.

“Temos muito que avançar em política, na questão racial, no Brasil, Eu acho que esse momento de 2022 vai ser um dos momentos que vai estourar de candidaturas de pessoas negras e as candidaturas de pessoas negras estão chegando para reoxigenar essa política também.” 

Qual o significado de Política para você? 

É a política do bem viver. Hoje vivemos num país adoecedor, adoecido. Nunca foi fácil, principalmente para nós, que viemos da periferia, mas hoje se aprofunda por conta da pandemia. A miséria está batendo na porta das pessoas, a fome volta de uma forma que você vê gente no caminhão do lixo pegando resto de comida. O que o país progrediu há algum tempo, hoje a gente vê se destruindo, muito por conta da reforma que acontecendo e que não beneficia a população, só o rico. Na pandemia os milionários ficaram mais milionários, enquanto a pobreza na base, na ponta da população. Houve aumento da quantidade da população de rua, logo, isso aí não é uma política para a população. Uma política para a população é o desenvolvimento do país, para que uma pessoa não seja vista como marginalizada.

A gente tem ainda que dar muitos passos para frente para ter uma sociedade igualitária aqui no Brasil, porque ainda somos estruturalmente racistas, machistas, LGBTfóbicos. Para termos uma sociedade igual, temos que ver as pessoas como iguais, pois enquanto tiver o preconceito na estrutura do país, a gente vai tá sempre para trás. 

Foto: divulgação Mandata Juntas Codeputadas

Quais são suas referências dentro da política? 

Eu tenho uma admiração muito grande por Taliria [Petrone], por Laina [Crisóstomo], da cidade de Salvador, por serem mulheres parecidas comigo. Benedita da Silva, por ter sido prefeita do Rio de Janeiro; Andreia de Jesus, que era empregada doméstica e hoje está deputada estadual. Enquanto não tiver mais mulheres negras ocupando este espaço, a gente continua solitária, mas estamos falando por você e por todas as outras que não puderam estar ali. A solidão que a gente sente todo dia na política é porque ainda somos poucas nesses espaços e quando a gente ocupa há um desrespeito na institucionalidade contra os nossos corpos. Temos muito o que avançar na política em relação a questão racial no Brasil. Eu acho que nesta eleição em 2022 vai ser um dos momentos que vai estourar de candidaturas de pessoas negras que estão chegando para reoxigenar a política. 

Os mandatos coletivos e a maior participação de mulheres negras periféricas e LGBTQIA+ tratam-se de uma mudança estético política, um novo formato? Quais mudanças esse formato traz para a política? 

Os mandatos coletivos são uma democratização no jeito de fazer política, que ainda é muito personalista. Quando você tem um mandato coletivo você descentraliza mais a figura, por exemplo, eu posso ser a pessoa que fala no plenário, mas as outras pessoas que também estão nesse mandato também tem vez e voz para falar. As outras codeputadas fazem atividades do mandato, eu assino documentos, faço a discussão no plenário e, lógico, faço uma rodada na base, mas as outras também fazem isso. A única coisa que as outras não podem fazer, ainda, é a fala no plenário, mas o resto todo, é tudo em conjunto.

Qual o balanço vocês fazem das conquistas e entraves da Mandata?

Tivemos muitos projetos que foram essenciais: projetos de lei para impedir que qualquer espaço público use nomes de pessoas que eram a favor da ditadura; o projeto do Despejo Zero, que reduziu a quantidade de remoção das pessoas de suas casas; projetos que tratam da questão de raça e cor nos formulários de saúde. Acreditamos que tivemos vários avanços, pois conquistamos a presidência da Comissão dos Direitos Humanos por quatro anos, uma representação dentro da Alepe, que vem colocando nossos pés, voz e vez dentro da Assembleia. Por conta disso, a gente decidiu ir para a reeleição e juntas. Avaliamos que temos um papel muito importante, ainda mais sendo a primeira Mandata Coletiva de Pernambuco.

Foto: divulgação Mandata Juntas Codeputadas

O que é violência política para você? 

É tudo que fazem para afetar a nossa imagem enquanto pessoas que estamos nesses espaços, a tentativa de nos deslegitimar, e tudo que atinge nossos corpos pelos lugares que ocupamos. Uma violência política que eu sofri e que eu acho mais forte, foi em uma ocupação que ocorreu na 8 de Março, no Recife, onde um guarda municipal impedia a gente ir ao banheiro. Nessa ação eu fui empurrada, isso é violência política. Violência política é quando você quer falar e o companheiro não deixa, ou então quando você falando e a pessoa repete tudo que você falou e as outras pessoas aceitam tudo que ele falou. Violência política, por exemplo, foi quando eu estive em um cago no sindicato e a maioria era de homens, eu tive que me adaptar a estar ali, enfrentando, na briga.

Quais violências políticas vocês sofreram durante todo esse processo desde o início da caminhada da chapa coletiva? 

No partido, a gente sofreu porque tínhamos que ter uma cota, a questão da distribuição da verba que veio do nacional para todos os candidatos, o recurso eleitoral, mas a gente teve menos que candidatos homens. A gente teve que brigar para que não baixassem mais essa quantidade de dinheiro para fazermos campanha em Pernambuco. Nossa verba foi de 24 mil reais, enquanto teve candidato a deputado que fez com 140 mil, mas a gente ganhou a eleição. 

Então esses são os mais gritantes…

Eu tenho um fato que é interessante: sabemos como são os fenótipos dos deputados tradicionais, brancos, mas quando eu e a assessora, Mônica Oliveira, da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, fomos recebidas na recepção por uma mulher branca, ela falou: “Vocês estão esperando as deputadas? Daqui a pouco elas chegam”. A gente olhou para cara uma da outra e respondemos: não, nós somos as deputadas. Aí ela se desculpou. Tem noção, um negócio desse? Eu também já fui impedida de entrar em uma reunião, em Jaboatão, no Ministério Público, quando eu era presidente da Comissão de Direitos Humanos. Mandaram um advogado entrar e disseram que eu não podia entrar. É sobre isso, sobre essas coisas que eu estou falando e se eu for listar o que eu já passei aqui, (suspiros)… É cansativo. 

Muitas candidaturas de mulheres negras foram ameaçadas e resistiram, mas ainda assim é um processo solitário. Vocês viveram esse outro lado ou tiveram alguém próximo que sofreu com essa violência extrema? 

Tivemos a questão da judicialização feita pelo deputado, que foi diretamente comigo. Se o processo for para frente, eu vou responder por conta de calúnia e difamação. Em  Paulista (SP) teve Flávia Ellen, uma vereadora negra que queriam derrubar o mandato dela na Câmara. Em São Paulo, Carol [Carolina Iara] e Erika Hilton foram ameaçadas de morte. Andreia de Jesus, em Minas Gerais, e Benny Briole em Niterói (RJ), com quem conversei recentemente. É uma constante essa violência. Essas coisas estão acontecendo sempre. A gente tem medo, mas mesmo com medo a gente vai!

Existem projetos feitos por vocês ou por colegas, mulheres negras, que visam a melhoria da qualidade de vida da população negra e que pensem na segurança e na participação das mulheres negras  e LGBTQIA+?  

Estamos com o projeto que passou agora, sobre o fato que ocorreu com o menino Miguel, a questão do elevador. Temos também um projeto que pensa a questão da saúde trans. Temos alguns projetos que a gente não consegue passar, apontados pela  CCLJ [Comissão de Constituição, Legislação e Justiça] como inconstitucionais. Temos também o Despejo Zero, um projeto que a gente acha que é importante para as mulheres, principalmente nós, mulheres negras que moram em comunidades que têm suas casas retiradas.

Foto: divulgação Mandata Juntas Codeputadas

Como foi  e como tem sido em relação ao apoio com seu partido? 

A gente é do PSOL, e o PSOL teve avanço em 2020, onde foi possível ter a sua identificação, mas até pouco tempo, essa questão era decidida pelo “dono do partido”. Hoje temos um processo mais democrático, onde as discussões e as decisões são tomadas pelo diretório, existem forças do partido que decidem, a partir de uma discussão racional. Aqui no Nordeste a gente critica muito, pois os maiores valores vão para o Sul e Sudeste e, quando vêm para o Nordeste, diminuem. Hoje a gente tem uma direção que discute sobre isso, porque não é só a questão de gênero e de raça, mas também de território. Em Pernambuco, estamos fazendo este debate a nível nacional, sobretudo porque nosso presidente [do partido] é um homem negro. Isso aí é um avanço, pois nunca teve um homem negro neste cargo, mas nossa proxima disputa precisa ser para termos uma mulher. 

As políticas de cotas influenciaram no resultado da eleição passada? 

A gente acha que tem importância, porque se tirar as cotas vai ser um lugar só para os brancos. Mas acredito que nossa discussão tem que caminhar para chegarmos aos valores para ser paritário, a mesma porcentagem entre o homem e mulher. 

Como você avalia a participação das mulheres negras na política no seu estado?

Na questão partidária, eu acho que ainda tem um déficit, porque tem mulheres negras que preferem estar mais nos movimentos sociais do que dentro dos espaços dos partidos, pois o partido tem limitações nas discussões e nem todo mundo tem vontade. Contudo, ainda acho que as mulheres negras deveriam participar mais das discussões nos partidos, porque majoritariamente a gente vê mais a galera branca, tradicional do movimento estudantil, que às vezes entra nos partidos para continuar o movimento estudantil de outra forma. Não criticando o movimento estudantil, mas é um fato. 

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Você acredita que a maior participação de mulheres na política qualifica a política e os debates? 

Sob a perspectiva de gênero, é importante ter mulheres no espaço político. E, sabendo que estamos em um espaço que temos que legislar para todo mundo, tem certos pontos que são importantes frisar: por exemplo, uma mulher negra tem um debate e a mulher não negra tem outro debate. Dessa forma, é importante a questão de gênero dentro da política, mas depende do tipo de mulher que está dentro da política, porque as pessoas que estão neste espaço têm o poder de decisão pela vida dos outros. Nós vivemos hoje numa sociedade polarizada, que uma parte é mito, outra parte não é. Então, quando a gente fala na questão do gênero, mulher dentro da política é importante ter representação, mas nem toda mulher vai fazer a política do interesse de algumas mulheres.

Sofreram resistência dentro do partido para a candidatura? 

A gente faz parte de um setor dentro do partido que é majoritário, mas quem define é o diretório, mas nós discutimos com o pessoal para estar aqui. Tiveram as gracinhas, porque já tinha os prioritários do partido. Nós sofremos até mesmo nas ruas, pois tinham pessoas que pegavam nossos santinhos e espalhavam que já haviam ganhado a eleição e que deveriam votar nos outros… Um boicote. 

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A política é um instrumento que a gente tem que usar no nosso dia a dia, porque se saímos de casa e descemos a ladeira todo dia do morro para pegar um ônibus na zona norte para chegar ao centro, isso já é um política. Quando você vai ao supermercado para fazer as compras, você está fazendo o orçamento da sua casa para você fazer suas compras e isso é economia, não é economia de Bolsonaro, (RISOS). Hoje eu me vejo uma pessoa diferente por entender que na política eu consegui entender o que eu tinha direito. 

Então, a política transforma! Eu consegui me desprender de dois relacionamentos abusivos pela vida política, hoje eu não vivo às mil maravilhas, porque a gente tem muitas contas para pagar, a gente não tá em um iate nas ilhas caribenhas, mas mesmo na luta eu consigo ver diferente. Por mais que a gente lute, a política faz o diferencial em nossas vidas, dessa forma, ao invés de falar mal da política temos que participar mais da política, saber mais do que estão fazendo contra os nossos direitos.

Foto: divulgação Mandata Juntas Codeputadas

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