Professores da Rede Municipal decretam greve e ocupam Prefeitura de Feira de Santana

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Truculência, bombas de efeito moral e spray de pimenta marcam a ação da Guarda Municipal durante a manifestação; Rafael Moreira, jovem negro assessor parlamentar, que participava do ato, está desaparecido depois de ter sido algemado pela Guarda

Redação Odara

Na tentativa de conseguir uma audiência com o prefeito Colbert Martins (MDB), centenas de professores ocuparam a Prefeitura do Município de Feira de Santana, na última quinta-feira (31). Os manifestantes reivindicam reajuste salarial, licença prêmio em pecúnia, mudança de referência e pagamento integral dos salários. Mesmo promovendo a manifestação de forma pacífica, os professores, vereadores e jornalistas no local foram atacados pela Guarda Municipal com gás de pimenta, o que levou muitos dos manifestantes a precisarem de atendimento urgente.

Dentro do prédio da prefeitura, onde foram trancados por ordem do prefeito, os professores foram encurralados, agredidos, impedidos de ter acesso a água, comida e estão sem energia elétrica. Além disso, Rafael Moreira, jovem negro assessor do vereador Jhonatan Monteiro (PSOL – BA), segue desaparecido após ter sido agredido e algemado pela Guarda Municipal na noite de ontem.

A prefeitura declarou que as ações foram necessárias: “Diante dos ânimos exaltados dos manifestantes que invadiram o Paço Municipal Maria Quitéria, sede da Prefeitura, a Guarda Municipal agiu dentro do necessário para exclusivamente defender o patrimônio público”. Mais de 150 professores seguem dentro da prefeitura até a tarde desta sexta (1), sem previsão de saída.

Os professores chegaram a pedir apoio da câmara de vereadores para mediar o diálogo com a prefeitura, mas a pauta de reivindicações não teve avanço e por isso a classe decidiu ir pra rua.

Os grevistas seguem acampados na Prefeitura, pressionando por uma audiência pública para discutir as pautas colocadas, enquanto são tratados com desrespeito pela Guarda Municipal a mando do prefeito, que não tem interesse em ouvir, de forma pacífica, as reivindicações da classe.

Marlede Oliveira, diretora da APLB-Sindicato de Feira de Santana, que está participando da ocupação, informou que a categoria seguirá na luta:

“Nesse momento, o que nos interessa é discutir a pauta dos trabalhadores, porque as escolas estão sem aula, os filhos dos trabalhadores estão sem aula. É preciso que o governo entenda que precisa dar uma resposta aos trabalhadores da educação”.

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